Angra 3 tem licença renovada pelo Ibama

O Ibama – Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – renovou a licença ambiental para a instalação da central nuclear de Angra 3. O documento tem validade de seis anos e exige que à Eletronuclear cumpra com alguns critérios pré-estabelecidos, como o controle sobre níveis de ruídos, destinação correta dos resíduos (garantindo que não afetem os córregos e mares da região), segurança dos trabalhadores e plano de emergência. 

Além disso, há os investimentos em projetos sociais, como programas de saúde, educação, saneamento básico e de segurança para a região. Em fevereiro deste ano, a empresa assinou um contrato com o consórcio formado por Ferreira Guedes, Matricial e ADtranz, que retomará os trabalhos civis da planta e fará parte da montagem eletromecânica. 

No momento o consórcio está na fase de mobilização do canteiro de obras, para em breve reiniciar a construção da usina de 1,4 GW de potência instalada. A conclusão é prevista para fevereiro de 2028. Com a entrada em operação, a energia gerada pela central será equivalente a aproximadamente 60% do consumo do estado do Rio de Janeiro e 3% da demanda do país. 

Acordo coletivo 

A Eletronuclear também vem negociando com os funcionários um Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) relativo a 2022-2023, dentro das atuais condições econômico-financeiras da empresa e das diretrizes estabelecidas pelos órgãos de governança externos. Sem dar detalhes sobre a negociação, a estatal confirmou que amanhã, 30, haverá uma paralisação dos empregados por 24 horas, em protesto contra a proposta de reajuste salarial de 80% do IPCA, que já foi rejeitada em assembleia. 

Segundo a Eletronuclear, a greve será realizada apenas pelos empregados lotados na sede, no Rio de Janeiro, e não no canteiro de obras da usina nuclear Angra 3, que está sendo preparado para fazer a primeira concretagem do edifício do reator em setembro.