Defesa Civil Nacional alerta para risco muito alto de deslizamentos no sul fluminense

O Governo Federal, por meio do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), alerta para o risco muito alto de deslizamentos nesta segunda-feira, dia 4, na região sul do estado do Rio de Janeiro, que vem sendo castigada por fortes chuvas.

Segundo o secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, coronel Alexandre Lucas, é fundamental que os moradores dessa região estejam atentos aos alertas e prognósticos emitidos tanto pela Defesa Civil Nacional quanto pelas defesas civis municipais.

“Desde a última quinta-feira, foram emitidos alertas, com sirenes, para toda a região de que haveria fortes chuvas. O número de pessoas mortas foi muito menor do que em 2010, quando choveu muito menos. Isso se deve, também, ao trabalho de prevenção da Defesa Civil de Angra, que é uma das mais preparadas do país”, destaca o secretário Alexandre Lucas, que está em Angra dos Reis desde o domingo, dia 3, para dar assistência à população local e à prefeitura municipal.

Segundo o coronel Alexandre Lucas, a previsão meteorológica para esta segunda-feira é de chuva fraca no sul fluminense. No entanto, como o terreno ainda está muito molhado, qualquer chuva, por menor que seja, pode levar a novos deslizamentos.

“É preciso que os moradores fiquem atentos para a emissão de alertas via sirenes. Até carros de som têm feito esse trabalho. Todo o cuidado vem sendo tomado. Não só na região de Angra, mas em todo lugar do Brasil onde tenha risco. É fundamental que as pessoas estejam atentas às recomendações da Defesa Civil, porque é a melhor forma de evitar mortes e adotar medidas de autoproteção”, ressalta.

A Defesa Civil Nacional recomenda aos moradores das regiões afetadas que evitem trafegar em vias com risco de alagamento, bem como deixem os locais com risco de deslizamentos de terra.

No total, do dia 1º de abril até às 13h desta segunda-feira, dia 4, o estado do Rio de Janeiro já registra 18 mortes por conta das fortes chuvas. Na cidade de Angra dos Reis, uma das mais afetadas, foram 10 óbitos, de acordo com a Defesa Civil do Município.

Em Paraty, foram seis mortes, além de uma na cidade de Mesquita e outra em Cachoeiras de Macacu.