Vilipêndio de cadáver é registrado em cemitério da cidade

Município afirma ter contratado empresa especializada para cuidar dos restos mortais em campos santos 

Nos tempos atuais, nem os mortos andam tendo sossego, pois nesta semana, imagens circularam pelas redes sociais mostrando o vilipêndio de cadáveres em um cemitério da cidade. Restos mortais de cidadãos e cidadãs, que ainda nem foram exumados, foram encontrados descartados em uma área do campo santo e descobertos após uma mulher ter ido à sepultura de sua finada mãe. 

“Hoje, sábado, meu coração foi arrancado do peito, quando me deparei com esta situação. Fui ao cemitério onde enterramos minha mãe há quase três anos para enterrar nossa ente querida que nos deixou e me deparei com esta situação. Esse é o valor que as pessoas tem nessa cidade de Angra dos Reis. Esse ano vão fazer três anos que minha mãe se foi e já haviam arrancado seus ossos do lugar sem ao menos nos avisar. Como vou encontrar os ossos da minha mãe em meio a esse descaso? Será que não era o caso de ter um administrador neste local para organizar as coisas? Será que a prefeitura não tem ninguém que faça esse trabalho? Tô arrasada!”, desabafa em meio as indagações pertinentes, quando presenciou a cena. As fotos do descaso foram parar nas redes sociais e novas denúncias surgiram, com o mesmo caso em outros cemitérios da cidade. 

O município, por meio da Secretaria Executiva de Assistência Social disse que contratou uma empresa para prestação de serviços de retirada de ossadas humanas do osusário e descaracterização, transporte, inativação microbiológica e destinação final dos resíduos sepulcrais dos cemitérios municipais. O serviço, segundo a Assistência Social da cidade, tem prazo de 12 meses, iniciando-se em 1º de setembro de 2022, com término em 31 de agosto de 2023. Sem informar se vão apurar o caso, nem se vão punir a empresa por tamanho desrespeito. 

Essa situação não pode ficar sem uma solução, pois vilipêndio de cadáver é crime previsto no Código Penal Brasileiro, artigo 212, onde o autor pode ser punido entre um a três anos de reclusão e pagamento de multa.