Ex-funcionária da Santa Casa faz bico em campanha para ganhar uns trocados

Irmandade confirma que assim como ela mais de 300 pessoas ainda não receberam rescisão

Na última semana, o jornal A CIDADE foi procurado por uma mulher que trabalhou para a Irmandade da Santa Casa de Misericórdia, no Hospital e Maternidade Codrato de Vilhena, por longos 28 anos e que de repente se viu sem emprego. Ela foi obrigada a “bandeirar” durante a campanha política das eleições do próximo dia 2, para levar uns trocados para a casa. Quando a Prefeitura desapropriou e encampou o prédio do hospitalno início do ano, ela estava no INSS, porque havia quebrado o pé. Mas a licença acabou e ela não conseguiu nem entregar à Irmandade o documento do Instituto com a sua alta médica. Ela  teme, por isso,  ser enquadrada em um caso de abandono de emprego.  O jornal A CIDADE procurou o provedoria da Irmandade e foi informada de que a maioria dos mais de 300 funcionários do hospital ainda não recebeu a rescisão.

A provedoria informou que a Prefeitura não pagou a Irmandade pela desapropriação. O governo depositou o valor, 15 dos 19 milhões, que a Prefeitura julga valer o imóvel, em juízo. Sendo assim a Irmandade ainda não pagou nenhuma rescisão trabalhista. Disse ainda, que muitos funcionários estão entrando na Justiça para garantir a rescisão com esse dinheiro. A Irmandade enviou ao jornal A CIDADE uma nota que fala sobre a desapropriação do imóvel ocorrida em março. 

A provedoria afirma que valor de 19 milhões atribuídos ao imóvel é pífio e demonstra desprezo e desconsideração pelos 180 anos em que a Irmandade prestou serviços à população de Angra. Lembra que a Prefeitura deixou de fazer os repasses, cerca de 5.500 milhões, à Irmandade referentes aos meses de janeiro a março. Independentemente da briga entre a Prefeitura e a Irmandade, o jornal A CIDADE teme que os trabalhadores, que durante anos deram seu suor para cuidar da saúde do nosso povo, sejam punidos com anos de espera para receber suas rescisões trabalhistas. Pagar rescisão não é favor, é uma obrigação prevista em lei que deve ser cumprida. Procurada por nossa reportagem, até o fechamento desta edição, a Prefeitura não havia se manifestado.   

Procurada por nossa, a Prefeitura informou que a posse das instalações foi deferida pela Justiça no dia 27 de abril de 2022. Informou que com a municipalização a unidade passou a se chamar, Hospital e Maternidade de Angra dos Reis (HMAR). Quanto aos antigos funcionários da antiga Santa Casa, a Prefeitura informou que “o pagamento devido aos profissionais cabe aos antigos administradores, com quem eles tinham o vínculo trabalhista”, Disse que a Procuradoria Geral do Município, prestou todo apoio jurídico possível a eles. Informou ainda que “a Organização Sociais (OS), que administra atualmente o HMAR conta hoje com 342 profissionais contratados, sendo que 176 deles eram profissionais da antiga Santa Casa”. Resumo da ópera: os trabalhadores que lutem ou se lasquem. Simples assim.

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