Moradores clamam por uma UPP no Morro da Caixa D’Água

Eles procuraram o jornal A CIDADE mais uma vez para dizer que não aguentam mais a baderna

Os moradores do Morro da Caixa D’Água voltaram a procurar o jornal A CIDADE, pedindo encarecidamente às autoridades de segurança pública a instalação de uma Unidade da Polícia de Proximidade (UPP), no bairro. Eles não aquentam mais os bandidos do Comando Vermelho (CV), que dominam e ditam as leis no morro. Os moradores disseram que há cerca de 50 vagabundos homiziados na Caixa D’Água. A maioria não são “crias”, são de outros bairros onde foram instaladas UPPs e de favelas do Rio de Janeiro.

Eles andam armados de fuzis e pistolas na localidade conhecida como Final Feliz, no final da Rua Salomão Reseck, onde o barbeiro João Batista Elias, foi vítima de bala perdida, no último dia 8 (matéria nesta edição). Aliás, os moradores confirmaram que a suposta autora do tiro que matou o barbeiro, foi morta por seus comparsas e enterrada no alto do morro. Eles disseram, no entanto, que a jovem não é a culpada pela morte do barbeiro. O grande culpado dessa tragédia para eles é o tráfico instalado na Caixa D’Água.

Os moradores revelaram que os vagabundos instalaram um verdadeiro escritório. Eles instalaram lonas, sofás e mesas para a venda de drogas no Final Feliz. Tudo em plena luz do dia, enquanto a PM fica baseada na parte baixa do morro. Os moradores estão coagidos, não têm a quem recorrer. Disseram que quem pode vai morar em outro local. Para piorar tem música alta todo dia e bailes funks todo final de semana. Ninguém tem paz. Eles revelaram que os bandidos contrataram grafiteiros para pintar os muros e impor autoridade sobre os moradores. Dizem que agora o morro é um “complexo” e pertence a eles.

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