Morte e vandalismo em festa country

Tiro de fuzil teria sido disparado por um policial militar; polícia contesta e afirma que disparo foi acidental

Oliver Moser Gimenez Silva morreu na madrugada de sábado, dia 24 de setembro, após ser baleado por um tiro de fuzil, numa festa country, que ocorria num clube, na Rua São Sebastião, no Frade.

O evento reunia diversas famílias, quando pouco mais da meia-noite, foi efetuado o disparo que ceifou a vida de Oliver e ainda atingiu a perna de outro rapaz. Eles foram socorridos por populares e encaminhados ao Hospital de Praia Brava, onde Oliver morreu e o outro atingido foi medicado e teve alta médica.

Segundo informações obtidas pela reportagem junto aos frequentadores do Clube naquele dia, o disparo teria sido efetuado por um policial militar e de forma desnecessária, uma vez que não havia confusão alguma no estabelecimento de entretenimento.

“Os policiais estavam no local e em certo momento começaram a agredir o Oliver, sem motivo algum. Se ele estivesse errado era para algemá-lo e levar para a delegacia, mas não, o policial atirou com o fuzil e o tiro atravessou a barriga do menino, atingindo o rapaz que estava atrás, que teve mais sorte e já saiu do hospital. Esse tiro dilacerou a família do Oliver e também os amigos”, resumiu uma pessoa ouvida pela reportagem.

Já a versão apresentada pelos policiais militares, que estavam na casa de shows é diferente. Segundo os agentes, eles estavam no local, quando abordaram Oliver e este tentou tomar o fuzil do policial. A arma caiu no chão e disparou acidentalmente, atingindo o rapaz e o outro jovem.

Após a morte de Oliver, amigos do jovem, revoltados com o fato, saíram quebrando tudo que viam pela frente nas ruas do Frade. Uma mesa de sinuca de um bar foi incendiada e colocada no meio da Rio-Santos (BR-101), como forma de bloquear a passagem de veículos, além das depredações do Serviço de Pronto Atendimento (SPA) do bairro e de uma agência bancária.

Um ônibus de turismo chegou a ser interceptado pelo grupo, que queriam que os passageiros desembarcassem para atearem fogo no veículo, que só foi poupado, após serem informados de que era da igreja e seguia para um evento religioso, relatou uma mulher, numa rede social.

Um inquérito policial foi instaurado na 166ª Delegacia de Polícia, que apura as circunstâncias dos fatos.

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