Há seu tempo

Estamos a praticamente 15 dias do 2º turno das eleições. No caso do Rio de Janeiro, o eleitor só terá que escolher no dia 30 de outubro, quem será o novo presidente do Brasil, já que Cláudio Castro foi reeleito governador no 1º turno eleitoral por 58,67% dos votos válidos. Castro é do PL, partido de Jair Bolsonaro, que obteve 1 milhão de votos a mais que Lula, no Rio. Dos 92 municípios do Estado do Rio, Bolsonaro venceu Lula em 70 deles, inclusive seu partido, elegeu a maior bancada da Alerj, 17 deputados estaduais. Lula sentiu o peso de sua derrota no Rio e agora desfila em regiões dominadas pelo tráfico de drogas, como o Complexo do Alemão, em busca dos votos dos simpatizantes dos ‘meninos’ que roubam celular para garantir a cervejinha do fim de semana, como o próprio já afirmou em discurso. Mas, felizmente, essas regiões dominadas pelo tráfico tem muito mais gente honesta e trabalhadora do que bandido e não compactua com o crime. Muito pelo contrário. Só se calam por saberem que o Estado não tem competência para protegê-los e acabam obrigados a conviver com a bandidagem apenas porque não tem condições econômicas para morar em outro lugar. O pobre está cansado dessa história da esquerda, que novamente quer desarmar o cidadão de bem, que para adquirir a pose legal de uma arma de fogo para defender seu lar, precisa cumprir uma série de exigências legais. Bem diferente, do tal ‘menino’, que desfila de fuzil e pistola na cintura pelas comunidades, sem ter que dar a mínima satisfação sobre como adquiriu o armamento. Está semana, por exemplo, um pai de família honrado, foi morto por uma dessas ‘meninas’ nas imediações do Morro da Caixa D’Água (matéria nessa edição). Garanto que a pistola da mocinha, que matou o pai de família, não era registrada nos órgãos de controle. Esse é o tipo de gente armada, que mata gente de bem.

Ilegais

A maioria dos homicídios praticados no Brasil não são cometidos por pessoas que adquiriram armas legalmente e que só as usam quando são obrigadas a proteger a sua casa, a sua família, já que o estado de direito, que deveria ser responsável pela segurança do cidadão não tem competência para fazê-lo. Aliás, essa bandeira do desarmamento pregada pela esquerda é muito bonitinha para quem vive em condomínios de luxo, cercado por escoltas armadas até os dentes e seus carros blindados. Bem diferente da percepção das ruas, que nada mais é que uma política voltada para subjugar o cidadão comum, submetendo-o a obediência pela força e pelo medo, daqueles que se intitulam ‘vítimas da sociedade’. Simples assim.

Cada eleição é uma

Ainda não terminaram as eleições gerais Brasil afora e outras eleições já começam a ser discutidas, como a escolha dos membros da nova Mesa Diretora, que comandará a Câmara de Vereadores de Angra dos Reis no biênio 2023/2024. Os parlamentares angrenses devem eleger alguém ligado diretamente aos interesses do prefeito Fernando Jordão, inclusive, querem até mudar a data das eleições internas, para não atrapalhar as férias dos nobres edis, já que praticamente tudo está acertado. Nos bastidores só falta a indicação de qual das duas vereadoras será abençoada pela preferência do patrão. Tem até um parlamentar tentando se cacifar por fora, mas pelo visto sua luta será em vão, no máximo que ele deve conseguir é uma indicação para compor a Mesa Diretora.

Boca calada não entra mosca

O ditado popular “manda quem pode e obedece quem tem juízo” se enquadra perfeitamente em 13 dos atuais 14 vereadores. No atual cenário da política municipal, apenas Edinho Rodrigues tem posição firme sobre sua atuação fiscalizadora dentro do parlamento angrense. Sua colega de partido, a vereadora Gabriela Duarte,ex Gabi Greg, praticamente desapareceu da vida pública. Sua voz na Câmara é tão insignificante quanto a sua atuação política. Nas bocas malditas, onde se discute o poder municipal, comenta-se que se a mocinha resolver falar mais alto do que o permitido, o vereador cabeça de rollon põe em votação a cassação do seu mandato e entrega a sua cadeira, para o hoje, o melhor amigo do patrão, Canindé do Social. E como a grana fala mais alta, é melhor a moça garantir o gordo salário de vereadora pelos próximos dois anos somado a deliciosa verba de gabinete, do que desobedecer às ordens do rei.

Piscininha amor

Portanto, depois que o sujeito se elege e toma gosto pelo vil metal, tudo aquilo que ele pregava em sua base eleitoral vai para o ralo, igualzinho ao esgoto que continua correndo pelas ruas da sua comunidade. Uma sujeira só. Já que até a promessa de que nunca deixará a sua comunidade depois de eleito é mantida. Um desses parlamentares, por exemplo, que de bobo não tem nada, está construindo uma belíssima casa, com direito a área gourmet, sauna e aquela piscininha amor. E, é claro, bem longe da comunidade que o elegeu. Tão longe que fica até em outra cidade, na vizinha Paraty, em um condomínio fechado, livre dos olhares curiosos dos fofoqueiros. Aliás, eu até hoje não consigo entender como esse pessoal faz para multiplicar o salário parlamentar de cerca de 10 mil reais por mês, descontados os impostos, e comprar terreno em condomínio, construir casa com piscina e andar de carro importado, apenas com esse salário. Isso sim é o verdadeiro milagre da multiplicação sendo colocado em prática.

Aqui não

Aliás, vamos esclarecer alguns pontos sobre eleições, neste caso a municipal, que acontece em 2024, quando o eleitor angrense irá escolher um novo prefeito e 14 novos vereadores. A deputada estadual, recém-eleita, Célia Jordão, legalmente não pode concorrer ao cargo de prefeita. A legislação proíbe que parentes em até segundo grau do chefe do Poder Executivo, neste caso o prefeito Fernando Jordão não pode ser candidato, pois a lei entende que isso seria um terceiro mandato. Isso significa que esposa, filho, sobrinho, irmãos, pais e até mesmo amasiada, não podem concorrer ao mesmo cargo. Nem se o prefeito renunciar meses antes do pleito eleitoral, nenhum desses parentes podem disputar a prefeitura. Portanto, caso a deputada tenha pretensões em se candidatar a algum cargo executivo, terá que concorrer em outra cidade, como Miracema, por exemplo, onde ela foi bem votada. Aqui em Angra não.

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