Primeira edição de A CIDADE circulou no dia 26 de outubro de 1997

Obrigada leitor

É com imensa alegria que agradecemos aos nossos leitores amigos pelos 25 anos de existência do jornal A CIDADE. Durante todos esses anos, este veículo de comunicação, sempre esteve presente em todas as bancas deste município e nos lares de seus moradores. Se hoje completamos 25 anos, com 1281 edições semanais ininterruptas é por causa de vocês, leitores de A CIDADE, que sempre contribuíram para que esta empresa se mantesse de pé, relatando os fatos e as histórias que marcaram o cotidiano da região, muitas vezes, contrariando os interesses dos poderosos, que tentam manter o povo na ignorância, para se perpetuarem no poder. Durante todo esse período, nos colocamos a disposição da população, que conta com o jornal A CIDADE, para dar voz as suas demandas e problemas sofridos em suas vidas e em suas comunidades. Da falta de medicamentos à repressão ocasionada pelo crime, seja ele do colarinho branco ou sujo. Tudo estampa as páginas de A CIDADE.

Nova era

Agora, com 25 anos de experiência, A CIDADE começa uma nova etapa em sua vida. A partir de novembro, os leitores contarão com um portal de notícias regional, com informações sobre o que acontece em Angra, Mangaratiba, Paraty e Rio Claro. O portal A CIDADE COSTA VERDE manterá o mesmo respeito e compromisso com as principais pautas que envolvem o cotidiano e as necessidades da população. Nossa missão é, e sempre será, informar, educar, entreter, lutar para construir melhorias nas vidas dos cidadãos e de suas comunidades, tendo sempre o compromisso com os valores democráticos, sem distinção de cor, raça, sexo ou religião. Portanto, muito obrigada leitor, por esses 25 anos de existência e resistência de A CIDADE.

As mesmas figuras

Infelizmente, nem tudo são flores nesses 25 anos, tanto que os mesmos políticos e os mesmos problemas se repetem e se perpetuam em nossa cidade. Quando A CIDADE foi fundado, em 1997, o prefeito de Angra era o petista José Marcos Castilho, que tinha como sua vice, a ex-prefeita Conceição Rabha. Castilho venceu João Carlos Rabelo e se tornou o terceiro prefeito consecutivo do PT a administrar o município. Antes dele, em 1988, Fernando Jordão concorreu e perdeu para o dentista Neirobis Nagae e seu vice, o metalúrgico Luiz Sérgio. Em 1992, Fernando Jordão perdeu de novo as eleições para Luiz Sérgio, que assumiu a prefeitura. Nesta época, escândalos de corrupção como o Prosanear do PT já eclodiam no meio político, mas a força do partido em Angra era muito grande, pois eles dominavam os sindicatos, principalmente o dos Metalúrgicos, ao qual Luiz Sérgio foi presidente antes de entrar de vez para a política. Os resquícios da péssima administração de Luiz Sérgio refletiram no mandato de José Castilho, que também culminou com o fechamento do Estaleiro Verolme. Desgastado, o PT lançou o ex-prefeito Neiróbis que acabou a perdendo prefeitura para Fernando Jordão, que assumiu seu primeiro mandato em 2001. Nesta época, o governador era Antony Garotinho. Ele ajudou a reabrir o estaleiro e colocou luz em toda a Ilha Grande, além de ter viabilizado recursos para recuperar os estragos causados pelas fortes chuvas de 2002 que ceifou a vida de 37 pessoas. Em 2004, Fernando foi reeleito prefeito, e como nem tudo são flores, em 2007, seu governo foi alvo de uma das maiores operações contra a corrupção que este município já tinha visto, que ficou conhecida como Cartas Marcadas. A operação mandou prender 29 pessoas entre autoridades, funcionários públicos e empreiteiros. Mas, mesmo desgastado, Fernando conseguiu emplacar em 2008, o seu primo Tuca Jordão, como prefeito de Angra. A gestão de Tuca foi marcada por mais uma tragédia causada pela chuva, que deixou mais de 59 mortos. O primo não aguentou a pressão política e social, que culminou com um surto e uma suposta queda num box, que o afastou temporariamente da Prefeitura. O desgaste político de Tuca somado as pressões nada republicanas de ‘amigos’, o teria feito decidir a apoiar a candidata do PT, Conceição Rabha, do que ajudar o seu criador a voltar ao comando do município, e Fernando acabou perdendo a prefeitura para a petista em 2012. A ‘Mãe de Angra’ assumiu em 2013 e fez um péssimo governo. Tanto que em 2016, quase por aclamação, o povo devolveu a prefeitura para Fernando Jordão que foi reeleito em 2020. Em 2022, a chuva maltratou de novo o município, e a mesma turma trabalha para ‘recuperar’ os estragos e até o barro que caiu na tragédia tem dono. Fazer o quê?
Aliás, já são 34 anos em que o povo elege os mesmos grupos políticos para ‘cuidar’ de Angra, e o mais interessante é que os mesmos personagens continuam a frente das principais secretarias, assim como os fornecedores são os mesmos, até os dias atuais. Deve ser por isso, que tem tantas figuras públicas de Angra com endereços espalhados pela Europa.


Vale tudo mesmo

E por falar em histórias, a mais nova que circula no pedaço é sobre o vale tudo para ganhar a presidência da Câmara Municipal. Dizem que para mandar ou mamar, sei lá, os 50 milhões de reais de orçamento que o parlamento angrense terá direito a administrar no próximo ano, tem gente negociando de um tudo, aliás, tudo mesmo. Os comentários dão conta de que até casais estão se formando para literalmente abocanhar a coisa pública. Como trair e coçar é só começar… Cabeça de rollon e rolha de poço estariam mantendo as negociatas, sobre quem vai sentar primeiro na cadeira da presidência, é claro! As negociatas estariam acontecendo no balanço das ondas. Aliás, as negociações teriam começado há mais tempo. Tudo indica que o desenrolo teria surgido num desses congressos sensacionais para arrecadar diárias públicas. As más línguas também afirmam que as mensagens cifradas já teriam chegado aos ouvidos do carteiro, que também já teria despachado as suas malas pelos Correios. Que coisa hein!

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