População reclama de falta de dipirona, antibióticos e antiinflamatórios na rede pública

Secretaria de Saúde alega crise mundial na produção de medicamentos, mas garante que não falta assistência aos usuários

A redação de A CIDADE recebeu por meio do WhatsApp, (24) 99837-1690, diversas reclamações sobre a falta de medicamentos na rede municipal de saúde, como dipirona, antiinflamatório injetável e antibióticos usados na pediatria.

Se em outras reclamações o alvo era o atendimento prestado pelo servidor, desta vez foi motivo de elogio. O que estranha o povo é que nas farmácias têm os medicamentos enquanto na farmácia pública não tem. A secretaria de Saúde disse que não consegue comprá-los junto aos laboratórios para abastecimento da farmácia central, provavelmente por falta de organização e controle de estoque, já que todas as compras públicas demandam tempo para serem licitadadas.

“Fui com minha mãe no SPA Jacuecanga e fomos muito bem atendidos, porém não tinha antiinflamatório injetável, para tratar da lesão sofrida por ela”, relatou uma leitora do jornal.

Já outro usuário da rede foi mais enfático, afirmando que falta é incompetência diante dos trâmites para aquisição dos medicamentos.

“Eu consigo comprar a dipirona em qualquer farmácia e eles dizem que o remédio está em falta no mercado. Isso pra mim se chama incompetência, não tem outro nome. Enquanto ficam nisso, o povo, que muitas vezes falta comida em sua dispensa, padece sem auxílio”, enfatizou o leitor.

A reportagem de A CIDADE entrou em contato com a Secretaria de Saúde de Angra dos Reis. A pasta, comandada pelo fisioterapeuta Glauco Fonseca, informou que “no momento, a dipirona em forma líquida – gotas e injetável – está sendo disponibilizada normalmente aos usuários da rede municipal. Ela possui a mesma eficácia terapêutica do remédio em forma de comprimido, em falta por causa da crise global de abastecimento de matéria-prima, que afetou esse e outros medicamentos em todo mundo e segue oferecendo dificuldades à compra de Ingrediente Farmacêutico Ativo, (IFA) embalagens e frascos”, diz parte da nota, que oferece soluções aos usuários.

“Os usuários que não queiram fazer uso da forma líquida podem solicitar ao médico para prescrever outro analgésico como Ibuprofeno ou Paracetamol que são disponibilizados nas farmácias públicas. A Secretaria de Saúde realizou no dia 10 de outubro, um pregão na tentativa de normalizar o abastecimento desse e de outros medicamentos”, mas não informou se conseguiu realizar as compras.

Já na UPA Infantil a falta seria de antibiótico para as crianças, que chegam agonizando de dor na unidade.

“Como que pode a cidade com um orçamento bilionário deixar faltar o básico na UPA Infantil?”, indagou outra mensagem enviada à redação.

A resposta da Secretaria de Saúde foi quase a mesma para a famosa dipirona, remetendo à crise provocada pela pandemia e guerra entre Rússia e Ucrânia, mas jura de pé juntos que nenhum pequenino ficará desassistido.

O município afirmou que “as crianças que precisam de atendimento estão sendo atendidas, já que a farmácia central vem buscando a cooperação entre diversos hospitais da região e do estado. Também há uma cooperação entre diversos municípios, de entes privados e particulares, para que todos os pacientes recebam o tratamento adequado.

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