Tráfico se instala no Morro do Carmo com aval de associações

Denúncia foi enviada ao jornal A Cidade e à Polícia Militar

O jornal A Cidade recebeu uma denúncia muito grave de envolvimento de entidades civis organizadas com o tráfico de drogas nos morros do Centro, em especial no Morro do Carmo. Segundo a denúncia, que também foi enviada à Polícia Militar, uma dessas entidades representativas  estaria  mancomunada com a facção criminosa Comando Vermelho, para  impor aos moradores serviços de internet e TV piratas. As associações estariam apoiando duas empresas, que teriam alugado um imóvel na Rua Aloísio Silva,   para cotar os cabos de empresas legalizadas, como a OI, por exemplo. A denúncia afirma ainda que todo o  material  retirado outras operadoras legalizadas, foram roubados e estão estocados nesse imóvel alugado no Morro do Carmo. 

A denúncia afirma que essa associação criminosa também  teria instalado   câmeras de monitoramento  por todo o Morro do Carmo, inclusive nos acessos. A denúncia enumera os locais onde os equipamentos dos bandidos estão instalados.

A mesma denúncia afirma que o Morro da Carmo está infestado de homens, mulheres e até crianças, todos fortemente armados,   muitos  vindos do Areal, na Grande Japuíba. “Crianças do tráfico com idades entre 10 e 15 anos vivem para baixo e para cima com armas que mal conseguem segurar”, ressalta a denúncia.

 A  1ª Cia de Polícia Militar instalada no Morro da Caixa D’Água,  teria sido informada sobre o corte de cabos, mas  informou que eles não atendem as comunidades do Morro da Caixa D’Água, muito menos a comunidade do Morro do Carmo. Ouvidoria da Polícia Militar também teria sido informada e respondeu que a unidade tem apenas cinco  policiais de plantão, que e eles só atendem os Morros do Santo Antônio, Carioca e Abel.

A mesmas pessoas  que fizeram a denúncia sugeriram que o prefeito Fernando Jordão fizesse uma parceria com o governador Claudio Castro para trazer a  Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais  (Core), de volta à cidade. Pois só o Core  sobe as comunidades a qualquer hora do dia ou da noite em rondas periódicas, não dando espaço para a bandidagem crescer. Aliás, a denúncia sugere que essas autoridades instalem uma base da CORE no Centro da cidade.  “Acabava a baderna e a paz reinaria mais uma vez”, encerra a denúncia.

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