Rubinho, eleito o próximo presidente do legislativo, quer que o orçamento mantenha os investimentos na saúde e na educação

Previsão é que arrecadação chegue a 1 bilhão e 780 milhões de reais. Responsabilidade fiscal e manutenção dos investimentos em saúde e educação será prioridade da nova mesa diretora

A Câmara Municipal recebeu no dia 28 de outubro, a Mensagem 061/2022 com a Lei Orçamentária Anual (LOA) para o ano de 2023 e as adequações do Plano Plurianual municipal (PPA).  Nenhum dos dois projetos de Lei foram analisados completamente pelos vereadores. São esses projetos que definem quanto e para onde vai o dinheiro da arrecadação pública, com as definições de investimentos em saúde, educação, infraestrutura, água, esgoto, coleta de lixo entre muitas outras atribuições do poder público.

O vereador Jorginho Brum é do grupo da nova mesa diretora do legislativo, que tem na responsabilidade fiscal outra prioridade no orçamento 2023

Para 2023, a prefeitura de Angra acredita que irá arrecadar aproximadamente 1 bilhão e 780 milhões de reais, que tem que cobrir além de todas as despesas, a folha de pagamento dos servidores, os encargos trabalhistas e as contas de manutenção como água, luz, telefone, vale transporte entre tantas outras.

Em conversa com o vereador Rubinho Metalúrgico, que presidirá a Câmara no próximo biênio sobre a peça orçamentária enviada para o Legislativo, o parlamentar afirmou que entre o seu grupo composto pelos vereadores Jorge Brum, Charles Neves, Marquinho Coelho, Edinho, Gabriela e Obina, o foco principal é a responsabilidade fiscal e a saúde financeira da prefeitura. Rubinho disse que as despesas e os investimentos na saúde pública serão observados com muita atenção para não acontecer como este ano, que em setembro os moradores já reclamavam da falta de medicamentos na rede, falta de médicos mesmo com contratações milionárias de Organizações Sociais para fornecer mão de obra especializada. Para se ter uma ideia, a saúde de Angra terá quase 400 milhões de reais somados em recursos para o Hospital Geral da Japuíba, o Fundo Municipal de Saúde e a Secretária de Saúde, e é inadmissível com um orçamento tão grande, uma senhora não consiga realizar um preventivo na rede, exames clínicos e muito menos ficar sem atendimento médico com tanto dinheiro na pasta.

Outra questão que vamos analisar é a dos funcionários públicos que não tem aumento de salário nem reposição da inflação e estão se sentindo abandonados pela gestão. O trabalhador precisa ser reconhecido pelo que faz e dinheiro não falta em Angra, talvez falte apenas boa vontade, disse Rubinho. 

No LDO enviada à Câmara, além da Saúde, a Educação terá um mega orçamento de 287 milhões de reais, para investir na recuperação educacional dos anos que foram prejudicados pela falta de aulas presenciais nos anos de 2020 e 2021, por causa da Covid. Em seguida vem as pastas de Desenvolvimento Regional com 208 milhões, Obras com 118 milhões, Administração com outros 77 milhões.

Caberá à Câmara Municipal 60 milhões de repasse da Prefeitura. O restante está pulverizado entre as demais secretarias. Como o orçamento ainda não foi apreciado nem aprovado pelos vereadores, ainda não temos uma definição total dos valores que cada uma irá receber, pois cabe emendas em toda a peça orçamentária.