Barca atracada no terminal da Vila do Abraão, na Ilha Grande

Serviço terminará no dia 12 de  fevereiro e estado busca saídas

No último dia 11, sexta-feira, a  concessionária CCR Barcas, que administra o transporte público aquaviário nas linhas da Ilha Grande, de Niterói, de Paquetá e de Cocotá, anunciou que encerrará suas atividades em fevereiro de 2023. A empresa disse em nota que não conseguiu um acordo satisfatório com o governo do estado. O acordo era sobre  um acerto de contas de dívidas (a CCR Barcas cobra do Estado um ressarcimento de cerca de R$ 1 bilhão, alegando  que o número de passageiros transportados ficou abaixo do previsto no contrato de concessão) e uma prorrogação dos serviços das barcas até que o estado escolha um novo operador dos serviços, já que a concessão atual vence no dia 12 de fevereiro.

O governo do estado, por sua vez, também se manifestou por nota e garante que o serviço não será interrompido. “O governo do estado não considera qualquer perspectiva de interrupção da prestação do serviço à população. As negociações seguem em andamento e o governo  trabalha para encontrar uma solução em conjunto com a concessionária”. Informou ainda que a Secretaria de Estado de Transportes  está elaborando uma  nova modelagem do sistema aquaviário junto à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

O jornal A CIDADE procurou a Prefeitura de Angra para saber que medidas políticas o governo municipal está tomando diante do anúncio, uma vez que a CCR Barcas opera na Ilha Grande, que pertence ao município.  A Prefeitura informou que em outubro,  promoveu junto com  o estado uma audiência pública na ilha Grande para ouvir as demandas  dos moradores sobre o assunto. “Todo o material foi gravado e encaminhado ao Rio de Janeiro. O objetivo é que o projeto seja adaptado de acordo com as principais e mais importantes demandas apresentadas durante a audiência”, informa a nota.