Concretagem marca retomada das obras

Ato simbólico teve a presensa de dirigentes da estatal

A Eletronuclear realizou no ultimo dia  11, na Central Nuclear Álvaro Alberto, o reinício do processo de concretagem da usina Angra 3. O evento marcou a retomada das obras civis da   usina que começou em fevereiro deste ano com a assinatura de contrato com o consórcio Agis, composto pelas empresas Ferreira Guedes, Matricial e ADtranz. O evento contou  com a presença da diretoria da estatal. De lá para cá, o consórcio atuou na preparação do canteiro de obras para a retomada do empreendimento, o que incluiu a montagem de uma central de concreto no local. Vale destacar que a qualidade do concreto, tanto dos elementos agregados em si, tais como areia, pedra, água, cimento etc., quanto de sua proporção na mistura final, o chamado traço, são objeto de rigorosa avaliação técnica por parte da Eletronuclear e da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), que é quem autoriza o reinício do procedimento de concretagem. Desde setembro, quando foi inaugurada a central de concreto até o dia de realização da concretagem, inúmeros testes de campo e em laboratório foram realizados para garantir a qualidade do material empregado na construção.                               

O lançamento do concreto faz parte do “Plano de Aceleração do Caminho Crítico de Angra 3”, cujo objetivo principal é concluir as obras civis dos principais prédios da usina, o que inclui o edifício do reator e outras instalações ligadas à segurança nuclear. Nesta etapa, há outros eventos importantes como o fechamento da esfera de aço que fica dentro do edifício do reator, e a instalação de equipamentos importantes como a piscina de combustíveis usados, a ponte polar e o guindaste do semipórtico.

Com tecnologia alemã, Angra 3 vai gerar 12 milhões de megawatts-hora por ano, energia capaz de atender o consumo residencial da região Norte ou quase todo o Centro-Oeste do Brasil.