Após a Prefeitura de Angra dos Reis, via Secretaria de Saúde, informar que a falta de remédios nas farmácias públicas do município é culpa da guerra entre Rússia e Ucrânia e pandemia do coronavírus, a coluna “Fale A Cidade” entrou em contato com os principais fabricantes de medicamentos do país, entre elas a ACHÉ.

Com o nº de Protocolo 221104-132099, o conceituado laboratório respondeu que “O Aché Laboratórios Farmacêuticos não registra falta de insumos farmacêuticos para a produção de seus medicamentos”.

Tal afirmativa demonstra que não é falta de matéria prima, como a prefeitura informou, mas sim, falta de gestão. Todo gestor público se antecipa na compra das necessidades da população já que uma licitação demora no mínimo seis meses para ser concluída, uma vez que precisa licitar o menor preço, entrega e qualidade.

O secretário de saúde, o ex-massoterapeuta do prefeito de Volta Redonda, deveria ter abastecido o estoque com uma quantidade suficiente para atender a demanda, já que dipirona, losartana, enalapril entre outros, que fazem parte da cesta básica de medicamentos e estão em falta na rede.

É como deixar o arroz e feijão acabar e depois ir às compras. É cada uma!