Policiais militares são presos suspeitos de envolvimento na morte de jovem no Frade

Vítima foi atingida por tiro de fuzil, durante uma festa, em um clube

Os policiais militares Gleidson de Abreu e Marcelo Calegari, suspeitos de participação na morte do jovem Oliver Gimenez, de 27 anos, ocorrida num clube do Frade, no dia 24 de setembro, foram presos na quinta-feira, dia 17, por equipes da 5ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar (DPJM), em conjunto com o Ministério Público.

Segundo o inquérito policial, familiares da vítima e testemunhas disseram que os policiais militares, lotados no 33º BPM (Angra dos Reis), eram os responsáveis pelo crime.

O jovem estava acompanhado de familiares e amigos em um clube no bairro do Frade quando os dois agentes chegaram armados e fardados. Uma testemunha relatou que ambos teriam consumido bebidas alcoólicas e estavam “dando em cima de algumas meninas”. No entanto, já na madrugada, houve uma confusão.

Os PMs teriam dado um soco na vítima, que se afastou com as mãos no rosto. Ainda de acordo com o depoimento, Marcelo puxou o fuzil e atirou contra Oliver. Em seguida, os policiais foram embora na viatura.

Na ocasião, os policiais apresentaram a informação de que teriam sido hostilizados por um grupo e que Oliver tentou tomar o fuzil de um dos policiais. A arma caiu no chão e teria disparado de forma acidental, ferindo mortalmente o jovem.

Após a morte de Oliver, amigos do jovem, revoltados com o fato, saíram quebrando tudo pelas ruas do Frade. Uma mesa de sinuca de um bar foi incendiada e colocada no meio da Rio-Santos (BR-101), como forma de bloquear a passagem de veículos, além das depredações do Serviço de Pronto Atendimento (SPA) do bairro e uma agência bancária.

Uma testemunha relatou que, no dia do crime, foi conduzida por policiais militares à 166ª DP (Angra dos Reis) para prestar depoimento. Ela afirmou que se sentiu coagida e, por isso, não relatou o que realmente aconteceu. Quatro dias depois, voltou à delegacia e prestou uma nova declaração.