Prefeitura alega que não faltam medicamentos. Os que faltam a culpa é da pandemia e da guerra da Ucrânia

Os usuários da rede de saúde pública municipal reclamaram ao Fala A Cidade que medicamentos como dipirona, amoxicilina, losartana, enalapril, mesigyna, tramal, benzetacil e atenolol, típicos da cesta básica de medicamentos públicos, estão constantemente em falta na farmácia municipal. 

Em nota enviada à redação a Prefeitura alega que “O problema das faltas de medicamentos ocorre em nível nacional, não é exclusivo de Angra dos Reis. A coordenação de farmácia vem buscando alternativas terapêuticas a fim de manter o abastecimento.Que a Secretaria de Saúde vem se empenhando. Que o problema ocorre devido às crises provocadas pela pandemia e por conta do conflito entre a Rússia e a Ucrânia. Ambas as situações induzem à subida de preços desses produtos, causando recuo das compras por parte dos fabricantes.

Que os medicamentos citados, Mesigyna, Benzetacil e Atenolol não estão em falta e nem estiveram nos últimos quatro meses. Que aguarda a entrega de Losartana e Enalapril, que já estão comprados, mas sofrem atrasos na entrega por conta da crise global de abastecimento de matéria-prima. Que a dipirona em forma líquida – gotas e injetável – está sendo disponibilizada normalmente, assim como Amoxicilina – suspensão. Quanto ao Tramadol, em forma de cápsulas o medicamento está disponível, com a falta ocorrendo no formato de injetável.”

Embora a Prefeitura alegue que até a crise da Ucrânia atinge o desabastecimento desses medicamentos básicos não faltam no mercado. O que falta, aparentemente, é a falta de planejamento da secretaria de saúde em licitar quantidade suficiente de medicamentos para suprir a necessidade da população angrense.  O município alega que não faltam os medicamentos descritos acima, mas infelizmente, o povo não os encontra nas farmácias públicas.