Falta o básico na infraestrutura das unidades escolares da cidade; creche do Belém não possui refrigeração adequada

O prefeito Fernando Jordão anda exaltando, por meio de diversos meios de propaganda, Angra dos Reis como a “Cidade da Educação”, o que não reflete bem a realidade dentro das salas de aula, que é desoladora e insalubre.

Um relato recente expõe a cruel contradição entre a propaganda e a realidade. Escolas como a Frei Bernardo, no Parque Mambucaba, Creche do Belém e a Escola Municipalizada Charles Dickens, na Verolme, estão longe de serem exemplos de educação de qualidade, são verdadeiros exemplos do descaso e negligência das autoridades. Com curtos na rede elétrica, salas superlotadas e um calor que ultrapassa a marca dos 40 graus, é inaceitável que crianças e professores sejam submetidos a tais condições.

O discurso de “reforma” é repetido ano após ano, mas o que se vê na prática são apenas paliativos. Promessas que segundo denúncias enviadas à nossa redação, deveriam ter sido cumpridas em 2019, depois 2020, 2022, e agora em 2024, são apenas isso: promessas vazias. Trocam uns fios, mas não resolve os problemas estruturais que assolam as escolas municipais de Angra dos Reis.

Enquanto isso, a prioridade da Prefeitura parece ser garantir apenas o cumprimento do dia letivo, mesmo que isso signifique expor alunos e funcionários a condições de insalubridade extrema.

“Kit lanches podem até ser oferecidos, mas de que adianta alimentar o corpo se o ambiente de aprendizado é tão adverso?”, indagada o pai de um aluno da rede municipal.

Outra questão é a não entrega dos tablets a todos os alunos e a não utilização de material de apoio pedagógico, comprado pelo município, mas não distribuído aos profissionais da educação. Em desfavor da chamada “Cidade da Educação”, a falta de monitores especiais e mediadores.

“As mães estão tendo que ficar com seus filhos portadores de deficiência, pois o município não cumpre o preconizado desde 2015, pelo MEC, que fala sobre a obrigatoriedade de mediadores para alunos portadores de deficiência. Um governo não cumpre o básico e gasta milhões contando mentira”, desabafou a mãe de outro aluno.