Oito das 11 pessoas feridas no acidente envolvendo uma van da empresa GTHUR alugada pela Prefeitura de Angra para levar pacientes do município para tratamento de saúde em outras cidades do Sul Fluminense receberam alta médica. Até a publicação desta reportagem outros três pacientes permaneciam internados, em estado estável, no Hospital Municipal da Japuíba (HMJ). A van havia caído em uma ribanceira no km 18, da RJ-155, a rodovia Saturnino Braga, no trecho entre Angra e Rio Claro que estava desbarrancado, pouco antes das 6h da manhã desta terça-feira, dia 14 de abril.

De acordo as autoridades o acidente aconteceu após uma manobra do motorista da van para evitar uma colisão frontal com outro veículo em um trecho que a rodovia está em meia pista por causa das chuvas. Mas, além da preocupação com o estado de saúde das vítimas, o que chamou a atenção da população angrense não foi só acidente em si, e sim o fato de o município, apesar da arrecadação milionária, não ter avançado no atendimento médico à população.

Entra ano e sai ano e o povo que precisa de atendimento médico especializado precisa se sujeitar a ir, mesmo doente, em vans lotadas para outras cidades para se tratar.  Os moradores não pouparam críticas ao atual prefeito e ao seu antecessor, este último que já esteve à frente da Prefeitura de Angra por quatro mandatos, ou seja, por 16 longos anos. Vejam o que disse o povo nas redes sociais ao tomar conhecimento do acidente.

“Culpa dupla da gestão Jordão/Ferreti, por não estruturar os próprios hospitais da cidade; esse tampão de mobilizar pacientes daqui para outros locais é uma vergonha”, foi um dos comentários postados. Uma internauta comentou: “É um absurdo os munícipes não terem atendimentos fundamentais na própria cidade, terem que se deslocar para Barra Mansa, Volta Redonda e Resende. Se esses municípios têm, quer dizer que Angra também tem condições, mas não há interesse em melhorar sua estrutura para atender à população. Parece que a cidade parou no tempo”, pontuou.

Outro internauta comentou: “Temos um hospital grande, que nem uma ala ortopédica tem. Tudo eles mandam operar em outras cidades, falta de investimento do dinheiro público”. Uma mulher emendou: “A pessoa debilitada ter que se deslocar para Volta Redonda para fazer tratamento, e Angra com a arrecadação que tem”. “Isso só mostra que é um absurdo a gente ter que fazer tratamento fora do domicílio, com uma cidade que arrecada milhões em impostos. Infelizmente, a saúde continua uma vergonha”, emendou outra internauta.