O Setor de Homicídios da 166ª DP desvendou, em menos de 48 horas, o assassinato a tiros de Leonardo Miranda Galvão, conhecido como Léo e “Chatubinha”, de 44 anos. O crime ocorreu na Rua Piauí, na Itinga, no último dia 5 de abril, domingo. Ele foi encontrado morto a tiros, em cima da cama, em sua casa. As investigações levaram a polícia ao nome de Athirson Gurgel do Amaral, vulgo “Di Palhaço”, de 25 anos, como sendo o autor dos disparos.
Os policiais descobriram que Di Palhaço havia jurado Chatubinha de morte após uma discussão no bar do suspeito, nas Casinhas do Bracuí. A investigação descobriu também que ambos tinham um passado de envolvimento com o tráfico de drogas e outros crimes, inclusive com passagens pela polícia. Léo estava, inclusive, com tornozeleira eletrônica quando foi morto.
Os policiais ainda tentaram intimar o suspeito e foram até sua moradia, nas Casinhas do Bracuí. No local, foram recebidos pela mulher, Carolaine Dias da Silva Amorim, e pela sogra dele, Cristiane Maria da Silva, que se apresenta como líder comunitária no bairro. Elas não só se negaram a colaborar com a polícia como ofenderam os agentes. Cristiane teria chamado um dos policiais de filho da .... e teria dito que ele estava “reprimindo os meninos”. Lembrando que “meninos” é a forma como moradores costumam chamar os traficantes dos bairros onde moram.
Ela também teria tentado intimidar um policial, afirmando que contaria tudo a um vereador, que, segundo Cristiane, seria o “chefe” do agente. Cabe informar que a sogra do suspeito é conhecida e se apresenta como assessora desse vereador, participando ativamente da política na cidade, tendo trabalhado, inclusive, para a deputada estadual Célia Jordão. A filha dela, e esposa de “Di Palhaço”, também trabalharia para o vereador; porém, ambas não seriam nomeadas e receberiam seus salários “por fora”.
