Paulo Pereira Féu Júnior, conhecido pelos apelidos “Peixe” ou “Julho”, de 47 anos, suspeito de tentar matar a facadas o vizinho Roberto Dias Madeira Filho, por volta das 18h do último dia 9 de abril, quinta-feira, foi preso pela Polícia Militar em Rio das Ostras, na região dos Lagos, nesta segunda-feira, dia 13 de abril e levado para a delegacia da cidade, a 128ª DP. Ele estava foragido desde sábado, dia 11 de abril, quando a justiça concedeu a prisão preventiva dele a pedido do Setor de Homicídios da delegacia de Angra, a 166ª DP, que investigou o caso que começou com uma briga entre as esposas do suspeito e de vítima e se transformou em uma tentativa de assassinato.
O crime ocorreu na Rua Sebastião Botelho e chocou moradores da região pela violência empregada durante a agressão.
Segundo foi apurado, vendo a discussão entre as mulheres, Roberto teria pedido ao vizinho que levasse a esposa dele para casa. Ao invés disso, ele cobrou da vítima uma suposta dívida de cimento e argamassa. Mesmo Roberto dizendo que honraria o pagamento, Peixe lhe deu um soco, que o levou ao chão. Com ele ainda no chão Peixe sacou um facão e uma faca e partiu para cima de Roberto. Ele usou os braços e as mãos para tentar se defender dos golpes desferidos contra sua cabeça, pescoço e peito. Em um momento de distração do agressor, Roberto fugiu e, literalmente, se jogou em um barranco morro abaixo, de onde foi socorrido.
Levado para o SPA do bairro, ele foi transferido para o Hospital Municipal da Japuíba (HMJ), devido à gravidade dos ferimentos. Ele teve fratura no antebraço direito, lesões em tendões e comprometimento do nervo ulnar (um dos principais nervos do membro superior, originado no pescoço/ombro e estendendo-se até a mão, passando pelo cotovelo), e seria submetido a uma cirurgia. Enquanto isso, Peixe, que havia ido atrás de Roberto para continuar as agressões, fugiu em direção à Rio-Santos com as armas do crime em mãos.
Qual não foi a surpresa da polícia ao constatar que Peixe tinha diversas passagens pela polícia pelos crimes de ameaça, lesão corporal, cumprimento de mandado de prisão e violência doméstica (Lei Maria da Penha). Esse passado de violência também foi usado pela polícia para reforçar a necessidade do pedido de prisão preventiva do suspeito.