A batalha do setor turístico da Ilha Grande contra a taxa de turismo criada pela Prefeitura de Angra dos Reis, sem ouvir aqueles que movimentam, se não a única, ao menos a principal fonte de renda dos moradores que atuam em todos os níveis dessa cadeia econômica, continua.

Depois da operação das forças de segurança determinada pela Justiça na última quarta-feira, dia 3 de junho, para liberar o acesso de todas as embarcações ao cais de turismo da Vila do Abraão, o movimento Não à Taxa voltou a se manifestar.

Desta vez, o trade do turismo náutico, não apenas da Vila do Abraão, mas também de outras localidades, como Araçatiba, realizou uma barqueata em protesto contra a taxa de turismo no Centro da cidade.

As embarcações chegaram em grupos e se posicionaram em frente ao cais de turismo da Prefeitura, a Estação Santa Luzia, onde realizaram um protesto pacífico, sem interditar o tráfego aquaviário. Na Vila do Abraão também houve uma barqueata.

Além dos protestos, o Tribunal de Contas do Estado (TCE) concedeu à Prefeitura o prazo de cinco dias para prestar esclarecimentos sobre a cobrança da taxa. O órgão também solicitou informações sobre a contratação, sem licitação, de uma empresa criada apenas nove meses antes da instituição da taxa de turismo pela Prefeitura e de sua aprovação pela Câmara Municipal.

O órgão de controle concentra sua análise na legalidade da dispensa de licitação e na transparência dos critérios utilizados para definir os novos custos impostos aos visitantes. A Prefeitura deverá apresentar a documentação técnica que embasou tanto a revisão tarifária quanto a escolha da empresa responsável pela operação do sistema.