Mais de 60 pessoas foram presas em flagrante durante 60 operações de combate ao furto de energia realizadas pela Enel Rio em parceria com a Polícia Civil e peritos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE). As ações também resultaram na lavratura de mais de 145 Registros de Ocorrência (ROs).
As operações foram realizadas entre janeiro e agosto na área de concessão da distribuidora para identificar ligações clandestinas, conhecidas como "gatos". A previsão da Enel é realizar outras 25 ações até o fim do ano.
Niterói concentrou o maior número de Registros de Ocorrência no período. Na sequência aparecem São Gonçalo, Mangaratiba, Teresópolis e Campos dos Goytacazes. Em relação às prisões em flagrante, Mangaratiba teve o maior número, seguida por Teresópolis, São Gonçalo, Niterói e Campos.
Do total de ocorrências identificadas nas operações, 65% foram registradas em estabelecimentos comerciais e 34,9% em residências. Também foram encontradas irregularidades em clientes rurais e grandes consumidores.
Entre os estabelecimentos onde foram identificados "gatos" estão restaurantes, quiosques, padarias, bares, lanchonetes, hotéis, pousadas e supermercados.
Em uma das ações, técnicos da Enel identificaram uma ligação direta de energia em uma pousada spa, em Itaipava. Em outra, equipes da distribuidora identificaram 17 ligações clandestinas em quiosques da orla de Charitas, em Niterói.
O furto de energia é crime e tem pena prevista de um a quatro anos de reclusão. Quando a prática envolve cabos de energia, telefonia, dados ou sistemas de transporte ferroviário e metroviário, a pena pode chegar a oito anos.
Além da responsabilização criminal, quem realiza uma ligação clandestina está sujeito ao pagamento dos valores correspondentes ao consumo que não foi registrado durante o período da irregularidade.