O governador em exercício do
Rio de Janeiro, Ricardo Couto, determinou
a suspensão da liberação de R$ 730 milhões do Fundo Soberano estadual que
haviam sido autorizados no fim da gestão de Cláudio
Castro.
Os
recursos seriam destinados a obras de asfaltamento, drenagem e contenção de
encostas em cerca de 16 municípios do interior do estado. As intervenções
incluíam ainda construção de pontes e melhorias urbanas em cidades de
diferentes regiões fluminenses.
Entre os repasses previstos estavam:
- R$
71,8 milhões para obras de urbanização em Araruama;
- R$
248,1 milhões em projetos do DER em cidades como Angra dos Reis e Valença;
- R$
232,5 milhões via Secretaria de Infraestrutura em dez municípios
- R$
250 milhões pela Secretaria das Cidades, sem detalhamento específico.
A decisão de bloquear o
repasse foi motivada por questionamentos sobre o valor elevado e o momento em
que a liberação foi aprovada — poucas horas antes da renúncia de Castro ao
cargo. Diante disso, o governo interino informou que, por enquanto, nenhum recurso
será liberado e que todos os projetos passarão por análise técnica.
O
montante corresponde a uma parcela significativa do Fundo Soberano, criado para
financiar investimentos estruturantes de médio e longo prazo com recursos
provenientes de royalties do petróleo.
Em
nota, Castro defendeu a legalidade da aprovação, afirmando que as decisões do
fundo são tomadas de forma colegiada e com base em critérios técnicos, além de
destacar que as obras visavam a recuperação de cidades afetadas por chuvas. Já
Couto alegou não ter sido informado previamente sobre a liberação e reforçou
que os projetos serão reavaliados antes de qualquer decisão definitiva.