Mais uma vez, o Setor de Homicídios da 166ª DP desvendou rapidamente mais um crime em Angra dos Reis e também conseguiu o mandado de prisão do suspeito, que, até a publicação desta reportagem, continuava foragido. O crime, uma tentativa de homicídio, ocorreu no início da noite do último dia 9, quinta-feira, na Rua Sebastião Botelho, no Morro da Lambicada, em Jacuecanga. O caso ocorreu após desentendimentos entre dois casais que eram vizinhos. O episódio chocou moradores da região pela violência empregada durante a agressão.
A confusão começou após uma discussão entre a esposa da vítima, Roberto Dias Madeira Filho, e a esposa do agressor, Paulo Pereira Féu Júnior, conhecido pelos apelidos “Peixe” ou “Julho”, de 47 anos, motivada por fofocas. O que era apenas uma satisfação entre vizinhas se transformou em uma tentativa de assassinato.
Vendo a discussão entre as mulheres, Roberto teria pedido ao vizinho que levasse a esposa dele para casa. Ao invés disso, ele cobrou da vítima uma suposta dívida de cimento e argamassa. Mesmo Roberto dizendo que honraria o pagamento, Peixe lhe deu um soco, que o levou ao chão. Com ele ainda no chão Peixe sacou um facão e uma faca e partiu para cima de Roberto. Ele usou os braços e as mãos para tentar se defender dos golpes desferidos contra sua cabeça, pescoço e peito. Em um momento de distração do agressor, Roberto fugiu e, literalmente, se jogou em um barranco morro abaixo, de onde foi socorrido.
Levado para o SPA do bairro, ele foi transferido para o Hospital Municipal da Japuíba (HMJ), devido à gravidade dos ferimentos. Ele teve fratura no antebraço direito, lesões em tendões e comprometimento do nervo ulnar (um dos principais nervos do membro superior, originado no pescoço/ombro e estendendo-se até a mão, passando pelo cotovelo), e seria submetido a uma cirurgia. Enquanto isso, Peixe, que havia ido atrás de Roberto para continuar as agressões, fugiu em direção à Rio-Santos com as armas do crime em mãos.
Qual não foi a surpresa da polícia ao constatar que Peixe tinha diversas passagens pela polícia pelos crimes de ameaça, lesão corporal, cumprimento de mandado de prisão e violência doméstica (Lei Maria da Penha). Esse passado de violência também foi usado pela polícia para reforçar a necessidade do pedido de prisão preventiva do suspeito.