Uma adolescente de 14 anos foi apreendida por agentes da 166ª DP e do Serviço Reservado, a P2, do 33ºBPM, neste  domingo, dia 14, de junho, suspeita de ter matado a jovem Raiane da Silva Pereira, de 17 anos, no Parque Mambucaba, em Angra dos Reis. O caso aconteceu na madrugada do mesmo dia na Rua Areal, nas proximidades do chamado "Depósito da Praia", onde acontecia uma festa após a exibição do jogo da seleção brasileira. 

Raiane, a vítima

De acordo com as investigações do Setor de Homicídios  da 166ª DP,  que desvendou o crime e prendeu a envolvida poucas horas após o crime,  testemunhas relataram que houve uma briga entre a adolescente, e a vítima. Pessoas que estavam no local afirmaram ter visto a menor sobre Raiane durante a agressão, sendo retirada por populares logo em seguida.

A vítima foi socorrida por moradores que passavam pelo local de carro por volta das 1h30 da madrugada e levada para uma unidade de saúde, mas já chegou sem vida. 

Foi apurado pela  polícia que a vítima estava utilizando um frasco de cheirinho da Loló e se negou a devolver para a adolescente, surgindo a discussão. Foi quando  a adolescente derrubou a vítima da moto, que com a queda bateu a cabeça no chão e ficou descordada. Foi quando a adolescente se aproveitou da situação de indefesa da vítima e lhe aplicou vários golpes e socos na cabeça que levaram às lesões fatais.


As investigações também apontaram o envolvimento de Matheus Carvalho Dias, de 28 anos, identificado como companheiro da adolescente, desde quando ela tinha apenas 12 anos. Ele admitiu à polícia que atua no tráfico de drogas ligado à facção Terceiro Comando Puro (TCP) e confirmou que estava com a menor no momento dos fatos.

Ainda segundo a Polícia Civil, após a morte da jovem, os dois seguiram para um encontro com um traficante conhecido como "Gigante", apontado como gerente do tráfico nos Predinhos do Parque Mambucaba, uma obra do Minha Casa Minha Vida, ocupada após uma invasão. Mas a dupla foi localizada e detida pelos agentes antes que a  menor fosse submetida ao chamado "tribunal do tráfico".

Familiares da adolescente relataram que ela deixou a casa dos pais ainda criança, com 12 anos para viver com o Matheus, de 28 anos e que já enfrentava problemas relacionados ao uso de drogas. Segundo os parentes, diversas tentativas de buscar ajuda para a menor teriam sido feitas nos últimos anos, inclusive junto ao Conselho Tutelar, mas nada teria sido feito.

A adolescente responderá por ato infracional análogo ao crime de homicídio, enquanto o homem também poderá responder por crimes relacionados ao tráfico de drogas e outros fatos apurados durante a investigação. Ele tem uma extensa ficha criminal com diversas passagens pela polícia.