O Comando de Polícia Ambiental (CPAm) da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro alcançou um marco significativo em suas recentes operações de combate a crimes ambientais. Em um período de apenas 22 dias, foram apreendidas 32 armas de caça em diversas regiões do território fluminense, demonstrando a ofensiva contra a caça ilegal e a proteção da fauna silvestre.

As ações não se limitaram à apreensão de armas. Centenas de munições de diferentes calibres foram retiradas de circulação, além de materiais para recarga e uma vasta gama de apetrechos utilizados na prática ilícita da caça de animais silvestres. A abrangência das operações incluiu municípios como Casimiro de Abreu, Angra dos Reis, Cachoeiras de Macacu, Macaé, Silva Jardim, Rio Bonito, Nova Friburgo e Mendes.

Um ponto de alerta para as autoridades é que parte do armamento apreendido apresentava numeração suprimida, um indicativo que pode apontar para conexões com outras atividades criminosas investigadas pela polícia.

Entre as ocorrências de destaque, policiais do 3º Batalhão de Polícia Ambiental, em Casimiro de Abreu, apreenderam uma espingarda calibre .22 com numeração raspada e 47 munições. No mesmo município, em outra ação, foram recolhidas cinco armas de fogo e aproximadamente 100 munições.

Na região da Costa Verde, equipes do 2º BPAm atuaram em Angra dos Reis e Itacuruçá, resultando na apreensão de espingardas, trabucos, cartuchos e materiais de caça. Um homem foi preso em flagrante durante uma das operações, realizada no Parque Nacional da Serra da Bocaina. Em Rio Bonito e Nova Friburgo, nove espingardas e diversas munições foram apreendidas. Já em Silva Jardim, uma espingarda calibre 28 foi localizada após uma denúncia recebida pelo programa Linha Verde, evidenciando a importância da participação popular.

O CPAm reforçou seu compromisso com a proteção ambiental, informando que as ações de combate aos crimes ambientais serão intensificadas em todo o Estado. O foco principal permanece na repressão à caça ilegal, ao porte irregular de armas e a quaisquer práticas que ameacem a rica fauna silvestre do Rio de Janeiro.

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