Após uma década de colaboração frutífera, o convênio entre a Eletronuclear e o Cefet Angra dos Reis chega ao seu término, deixando um legado inegável de modernização e excelência no ensino tecnológico local. Iniciada em 2015 com o objetivo de apoiar a implantação e o aprimoramento do campus, a parceria transformou a estrutura educacional da instituição, impactando diretamente milhares de estudantes.

Ao longo dos últimos anos, a iniciativa possibilitou a aquisição de equipamentos de ponta, a modernização de laboratórios e a ampliação das oportunidades de formação prática para alunos dos cursos de Engenharia Mecânica, Elétrica, Metalúrgica e Técnico em Mecânica. Mais do que meros investimentos em infraestrutura, a colaboração gerou frutos visíveis no orgulho de professores, no desenvolvimento de projetos estudantis inovadores e na formação de profissionais altamente qualificados para o mercado de trabalho.

Com aportes superiores a R$ 6,2 milhões, liberados em parcelas entre 2016 e 2024, a parceria resultou na compra de mais de 2 mil itens para laboratórios, além de materiais essenciais para aulas práticas. Dentre os equipamentos de maior destaque, encontram-se o Centro de Usinagem CNC, o Microscópio Eletrônico de Varredura de Alta Resolução e o Difratograma de Raios X.

“Este convênio, com certeza, foi um dos mais satisfatórios já realizados por nós, pois conseguimos deixar um legado para as futuras gerações de Angra dos Reis. Unimos um de nossos pilares, que é a inovação, próximo ao local onde fica nossa central nuclear”, avaliou Marco Antônio Alves, Coordenador de Comunicação Institucional e Responsabilidade Socioambiental da Eletronuclear. Ele também elogiou a instituição pela seleção dos equipamentos e expressou a esperança de futuras parcerias.

Para o diretor do Cefet Angra dos Reis, Everton Pedroza dos Santos, a parceria com a Eletronuclear transcende a modernização. “É motivo de muita felicidade ver o quanto essa parceria trouxe resultados concretos para o nosso campus. A Eletronuclear sempre acreditou no potencial do Cefet/RJ Campus Angra dos Reis e investiu diretamente na formação dos nossos alunos. Hoje nós temos laboratórios modernos, equipamentos de ponta e condições de oferecer uma formação muito mais próxima da realidade industrial. Esse convênio deixa um legado para gerações”, comemorou Everton, destacando a consolidação do campus como referência em ensino tecnológico na região.

No laboratório de Mecânica, a chegada do Centro de Usinagem CNC, avaliado em cerca de R$ 435 mil, simboliza essa transformação. O professor Jorge Alberto de Medeiros Carvalho, que leciona no curso técnico e na graduação em Engenharia Mecânica, expressou seu orgulho. “A Eletronuclear fomentou a possibilidade de trabalharmos com equipamentos modernos, que ajudam a formar melhor os nossos alunos e aproximam o ensino da realidade do mercado”, afirmou Jorge, que completou dez anos de Cefet e se formou na instituição.

O professor detalhou os ganhos em segurança e produtividade trazidos pela CNC: “Nos equipamentos convencionais o operador fica mais exposto ao processo de usinagem. Na CNC, o trabalho acontece de forma muito mais segura, o que é fundamental quando lidamos com estudantes. Além disso, uma peça que levaria cerca de uma hora para ser produzida em um torno convencional pode ficar pronta em aproximadamente dez minutos.”

Os estudantes Wellington Marciano e Maiara Dornelas, ambos de Engenharia Mecânica e integrantes do projeto Baja, são testemunhas diretas dessa modernização. “A gente está longe dos grandes centros industriais, então ter um equipamento desse nível dentro do Cefet faz toda diferença para os nossos projetos”, explicou Wellington. Maiara complementou: “Com ela, o céu é o limite. Hoje conseguimos desenvolver peças, testar soluções e preparar os alunos para uma realidade cada vez mais tecnológica. Isso é um diferencial enorme para a nossa região.”

Na Engenharia Elétrica, os reflexos do convênio também são evidentes. A estudante Gislene Pitanguy Valente ressaltou a importância de “conseguir enxergar na prática aquilo que aprendemos na teoria. A tecnologia faz parte do nosso presente e do nosso futuro, então ter acesso a esses equipamentos melhora muito a nossa formação”. Entre os recursos adquiridos para a área estão osciloscópios, geradores de sinais e analisadores de potência.

O professor de Engenharia Elétrica, Nerito Oliveira Aminde, enfatizou que os novos equipamentos aproximam os estudantes das demandas da indústria e impulsionam projetos voltados à sociedade. “Com os equipamentos modernos conseguimos reproduzir situações reais do setor elétrico, permitindo que os alunos desenvolvam soluções tecnológicas e ganhem experiência prática. Muitos projetos de iniciação científica nasceram a partir dessa estrutura construída com apoio da Eletronuclear”, frisou Nerito.

Ao longo dos anos, o convênio entre Eletronuclear e Cefet Angra dos Reis consolidou uma parceria que foi muito além da simples aquisição de equipamentos. O investimento estratégico ajudou a fortalecer o ensino tecnológico na região, abrindo caminhos para que centenas de estudantes tivessem acesso a uma formação mais moderna, segura e perfeitamente alinhada às exigências do dinâmico mercado de trabalho.