O Governo do Estado do Rio de Janeiro, através da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (SECTI), deu um passo significativo para o avanço da saúde pública fluminense. Em uma cerimônia realizada nesta quinta-feira (24/09) no Palácio Guanabara, foram lançados quatro editais da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), totalizando um investimento de R$ 38 milhões.
Os recursos, divididos igualmente, destinarão R$ 19 milhões para estudos sobre obesidade e R$ 19 milhões para pesquisas focadas no envelhecimento saudável. A iniciativa visa apoiar cientistas no desenvolvimento de estudos, métodos, tecnologias e soluções inovadoras e aplicáveis diretamente à saúde da população.
Foco na Obesidade: Prevenção e Soluções Abrangentes
Na área da obesidade, dois editais contemplam uma vasta gama de pesquisas. Serão apoiados estudos relacionados à prevenção e atenção primária, diagnóstico precoce, incluindo foco em infância e adolescência, desenvolvimento de novos medicamentos, uso de inteligência artificial em exames, casos severos da doença, identificação de biomarcadores e fatores psicoemocionais e ambientais associados.
Essas pesquisas são cruciais para o desenvolvimento de estratégias eficazes de prevenção de doenças crônicas frequentemente ligadas ao excesso de peso, como hipertensão e diabetes.
Envelhecimento Saudável: Autonomia e Qualidade de Vida
Os outros dois editais se dedicam ao envelhecimento saudável, com o objetivo primordial de manter a autonomia funcional e prevenir incapacidades na população idosa. Os temas de pesquisa incluem modelos de assistência domiciliar, apoio e capacitação de cuidadores, otimização da organização dos serviços do SUS para idosos, desenvolvimento de tecnologias assistivas e inclusão digital para a terceira idade.
Ciência para o Cotidiano: Do Laboratório à Casa
A iniciativa é direcionada a pesquisadores de renome, incluindo os programas Cientista do Nosso Estado (CNE) e Jovem Cientista do Nosso Estado (JCNE) da Faperj, além de bolsistas de produtividade do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). A proposta central dos editais é aproximar a produção científica dos desafios reais enfrentados pela população, gerando resultados que possam ser aplicados diretamente no atendimento em saúde e no dia a dia das pessoas.
As chamadas não se restringem apenas a profissionais da saúde, abrangendo também especialistas em tecnologia, engenharia, ciência de dados e inteligência artificial aplicadas à saúde. O secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação, Antonio Claudio Lucas da Nóbrega, enfatizou a importância da iniciativa: “A ideia é que a ciência produzida no Rio de Janeiro saia dos laboratórios e chegue às unidades de saúde e à casa das pessoas. Obesidade e envelhecimento são desafios que afetam milhares de famílias fluminenses e pressionam a rede pública e privada.”
Pesquisadores interessados poderão submeter suas propostas online até o dia 12 de outubro, seguindo as diretrizes de cada edital.
Durante a cerimônia de lançamento, também foi assinada uma carta-compromisso que estabelece diretrizes para a política estadual de ciência, tecnologia e inovação. O documento reforça o engajamento na integração entre a comunidade científica, o setor produtivo, o poder público e a sociedade civil, visando o fortalecimento contínuo da pesquisa e da inovação em todo o estado.