Em um movimento que promete redesenhar o futuro da mobilidade urbana na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, o Governo do Estado, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Coordenação dos Programas de Pós-graduação de Engenharia da UFRJ (COPPE/UFRJ) firmaram, nesta sexta-feira (25/09), um Acordo de Cooperação Técnica. O objetivo central é articular e desenvolver estudos técnicos aprofundados para a expansão e integração do sistema metroviário fluminense.

A cooperação, assinada pelo governador em exercício, desembargador Ricardo Couto, abrange projetos ambiciosos que incluem a expansão da Linha 2, no trecho Estácio–Praça XV, e da Linha 4, entre Jardim Oceânico, Terminal Alvorada e Recreio. Além disso, o acordo prevê a estruturação de estudos para a tão esperada implantação da Linha 3, que promete conectar as cidades de Rio de Janeiro, Niterói e São Gonçalo, transformando a dinâmica de deslocamento na Baía de Guanabara.

“Esta parceria representa um passo importante para avançarmos no planejamento do transporte público do Rio de Janeiro, aprofundando o conhecimento sobre as possibilidades de expansão e integração do sistema metroviário. A partir desses estudos, teremos elementos técnicos mais consistentes para subsidiar as futuras decisões do Estado. Vamos buscar o melhor projeto possível”, explicou o governador Ricardo Couto, destacando a relevância da iniciativa para o desenvolvimento estadual.

Os estudos para a Linha 3 já estão em andamento sob a coordenação da COPPE/UFRJ, com resultados preliminares que ainda estão em fase de avaliação. Essa análise considera uma série de aspectos técnicos e territoriais cruciais para definir os traçados e subsidiar as próximas etapas do projeto.

Guilherme Mercês, secretário de Fazenda, ressaltou a interconexão entre este projeto e outras ações do governo. “Os assuntos se conectam, porque estamos fazendo um trabalho de corte de despesas e de aumento da receita, mas o crescimento consolidado da arrecadação só virá com o desenvolvimento econômico. E projetos como esse são essenciais nesse trabalho”, afirmou Mercês, mencionando a renegociação da dívida do Estado com o BNDES, que busca redução de custos e alongamento de prazos para liberar margem para investimentos.

O trabalho de expansão do metrô adotará uma abordagem integrada, contemplando aspectos socioeconômicos e ambientais. O objetivo é avaliar os impactos e as oportunidades de desenvolvimento que a implantação dos novos eixos metroviários trará para os territórios atendidos, garantindo um crescimento sustentável e planejado.

“A expansão de meios estruturantes como o metrô vai alavancar o transporte e o desenvolvimento”, avaliou a secretária de Transporte e Mobilidade Urbana, Priscila Sakalem, reforçando o potencial transformador da iniciativa.

A união da capacidade técnica e institucional dos órgãos envolvidos é vista como fundamental para aprofundar o conhecimento sobre as alternativas de expansão da rede e fornecer subsídios sólidos para futuras decisões relacionadas ao planejamento da mobilidade metropolitana.

“Para nós, retomar o diálogo e a parceria com o Estado do Rio é muito importante e agora isso está sendo possível”, disse Nelson Barbosa, diretor de Planejamento e Relações Institucionais do BNDES, celebrando a retomada da colaboração.

Também estiveram presentes na reunião o secretário de Estado de Segurança Institucional e presidente do Instituto Rio Metrópole, Roberto Leão, a superintendente da área de Soluções para Cidades do BNDES, Luciene Machado, e o professor da COPPE/UFRJ, Gladyston Mattos Ribeiro, entre outras autoridades.