Um menino de 5 anos morreu e outros dois menores, um adolescente de 15 e uma menina de 5, ficaram feridos durante um ataque a tiros contra uma praça no bairro Pantanal, em Paraty,  por volta das 19h30, deste domingo, dia 6 de junho. As vítimas feridas foram levadas para o Hospital Municipal Hugo Miranda.

Segundo informações preliminares obtidas pela polícia, crianças brincavam no local três bandidos encapuzados desembarcaram de um Honda HR-V cinza e abriram fogo.  José Heitor Dias Cerqueira, de 5 anos, não resistiu. Ele teria sido atingido no peito. 

Veículo foi flagrado por uma câmera de segurança

Equipes da 2ªCIPM foram acionadas pelo hospital após as crianças darem entrada baleadas. Agentes foram também até a praça, onde foram recolhidos sete estojos de munição de pistola .380 e um de pistola calibre 9 mm.

O adolescente de 15 anos está lúcido e contou a policiais que conversava com o pai da namorada quando o ataque aconteceu. Os homens desceram do carro e abriram fogo na direção em que ele estava.  As crianças brincavam na praça no momento do ataque e a menina estaria em estado grave. A segurança na unidade de saúde onde ele e a criança ferida se encontram foi reforçada. No final da manhã desta segunda-feira, dia 6, a menina foi transferida pelo helicóptero do SAMU para uma unidade de maior complexidade, na capital do estado, onde passaria por uma cirurgia. 

Uma perícia foi realizada na praça. A 167ª DP está à frente das investigações sobre o ataque. Segundo a Polícia Civil, "outras diligências estão em andamento para apurar os fatos".

O corpo de José Heitor foi encaminhado para o Instituto Médico-Legal (IML) de Angra. 

Expansão do CV

Em reportagem publicada em fevereiro desde ano, o Jornal O GLOBO mostrou que o município de Paraty vem sofrendo com a violência causada pela expansão do Comando Vermelho (CV). A facção ampliou a exploração de atividades econômicas nos bairros que controla, assim como acontece na capital.

À época havia na 167ª DP ao menos seis investigações sobre a exploração territorial do CV. No entanto, agentes tinham dificuldades para concluí-las, principalmente pela falta de depoimentos. Informações não confirmadas que circulam nos grupos de WhatsApp de Paraty dão conta de que o ataque teria sido feito por integrantes da arqui-inimiga do CV, o Terceiro Comando Puro (TCP).