O Morro da Lagartixa vive um cenário de apreensão e desespero. Moradores da comunidade clamam por ajuda das autoridades, denunciando a escalada e a persistência do tráfico de drogas que, mesmo após operações policiais, parece retornar com ainda mais força e audácia.

Segundo relatos colhidos por A Cidade, a sensação é de abandono. “A polícia vem, faz uma operação, prende alguns, mas basta virar as costas para eles estarem de volta, como se nada tivesse acontecido”, desabafa uma moradora que preferiu não se identificar por medo de represálias. O ciclo vicioso de combate e retorno do crime tem desgastado a paciência e a esperança da população.

Os fins de semana são particularmente críticos. De quinta-feira a domingo, a rotina de muitos é perturbada por uma série de incidentes que transformam o sossego em caos:

  • Brigas e Gritos Constantes: Confrontos e discussões acaloradas são frequentes, muitas vezes resultando em agressões.
  • Mijo na Rua: A falta de respeito com o espaço público é evidente, com urina nas vias e calçadas.
  • Som Alto Ininterrupto: Festas e algazarras com volume ensurdecedor se estendem por dias a fio, impedindo o descanso dos trabalhadores e das famílias.

A noite, que deveria trazer tranquilidade, é marcada pelo constante movimento. “As motos do tráfico patrulham a madrugada inteira, e os gritos de venda de drogas são ouvidos a todo momento. Não temos paz para dormir”, conta outro morador. A situação se agravou com uma nova tática dos criminosos: o uso de caçambas de lixo para bloquear o trânsito de moradores, dificultando ainda mais a vida de quem precisa ir e vir.

A intensidade do tráfico é tamanha que, segundo os próprios moradores, os traficantes estão repondo as drogas três vezes por dia, demonstrando um alto volume de vendas e uma estrutura logística robusta que desafia a ação policial. A comunidade do Morro da Lagartixa pede uma intervenção mais eficaz e duradoura, que possa devolver a paz e a segurança que lhes foram roubadas.