Em mais um desdobramento da bem-sucedida Operação Sicário, as forças de segurança de Angra dos Reis obtiveram um avanço crucial na elucidação de um brutal homicídio ocorrido no bairro Manguinho. Policiais Civis da 166ª DP (Angra dos Reis), em uma ação integrada e estratégica com Policiais Militares do 33º BPM, deram cumprimento, no final da tarde do dia 15, ao mandado de prisão temporária expedido em desfavor de Juciane Érika da Silva, mais conhecida como "JUCINHA".

A captura da acusada, que representa a segunda prisão de grande relevância na Operação Sicário esta semana, ocorreu na movimentada Rua Francisco Alves de Lima, em frente ao tradicional restaurante "Amarelinho", no Centro de Angra dos Reis. A localização de "Jucinha" foi fruto de um trabalho contínuo de inteligência e uma eficaz troca de informações entre os setores de busca das forças de segurança, que contou ainda com o valioso auxílio de denúncias anônimas prestadas por moradores.

A Trama e a Participação Direta de "Jucinha"

Segundo os elementos de prova meticulosamente reunidos pela 166ª DP, que incluem uma análise minuciosa de circuitos de segurança, depoimentos cruciais e reconhecimentos, "Jucinha" teve uma participação determinante na trama criminosa. Sua atuação consistiu diretamente no auxílio à condução e entrega da vítima aos executores da emboscada fatal.

  • O Contexto do Crime: O homicídio ocorreu na noite de 09 de setembro de 2026, no bairro Manguinho. A vítima foi atraída para fora de sua residência sob o falso pretexto de "resolver um PIX" – uma cobrança imposta por criminosos ligados à facção Comando Vermelho, decorrente de dívidas e atividades de agiotagem.
  • A Atuação da Acusada: Enquanto Wolney Martins Rodrigues (vulgo "Branquinho", já preso em 14/09 foi o responsável por chamar a vítima ao portão e convencê-la a acompanhá-lo, "Jucinha" operava na retaguarda, garantindo a logística e o cerco.
  • Tentativa de Ocultação: Câmeras de monitoramento registraram a suspeita transitando de bicicleta nas imediações no momento em que a vítima era conduzida. Em um movimento calculado, ao perceber a aproximação de uma das câmeras, Juciane levou a mão ao rosto, em uma tentativa deliberada de ocultar sua face.
  • Divisão de Tarefas: Sua conduta foi essencial para garantir o suporte e o direcionamento necessário, permitindo que os comparsas – "Branquinho" e Vitor de Souza Braz (vulgo "Marquinho", apontado como articulador e executor dos disparos) – encontrassem a vítima vulnerável e fora de sua residência.

Histórico Criminal e A Operação Sicário

Juciane Érika da Silva não é uma figura desconhecida das autoridades. Ela possui anotações e uma condenação prévia transitada em julgado pelos crimes de Tráfico de Drogas e Associação para o Tráfico (Art. 33 e 35 da Lei 11.343/06), figurando na condição de egressa do sistema penitenciário estadual. Sua ficha criminal reforça a periculosidade e a ligação com o universo do crime organizado.

A prisão de "Jucinha" consolida o sucesso da Operação Sicário, um protocolo permanente e integrado entre a Polícia Civil e a Polícia Militar em Angra dos Reis. O objetivo da operação é claro: promover a investigação célere e dar uma pronta resposta aos crimes contra a vida, garantindo a segurança da população.

As diligências e buscas prosseguem de forma ininterrupta para localizar e prender o terceiro envolvido na trama, Vitor de Souza Braz, o "Marquinho". Informações preliminares indicam que "Marquinho" teria saído da cidade e se refugiado no Complexo da Penha. As forças de segurança permanecem mobilizadas para levar todos os responsáveis à justiça.