Moradores, turistas, pescadores e mergulhadores do litoral fluminense têm agora uma oportunidade única de se tornarem verdadeiros cientistas cidadãos e colaborar ativamente para a conservação da vida marinha. O Projeto Raias e Tubarões Cariocas, uma parceria entre o AquaRio, o Laboratório de Biotecnologia Marinha e Pesqueira (BioTecPesca) da UFRJ e a organização Euceano, convida a população a monitorar a presença de tubarões, raias e quimeras na costa do Rio de Janeiro.
A iniciativa pioneira utiliza a ciência cidadã como pilar fundamental para ampliar o conhecimento sobre essas espécies e fortalecer as ações de preservação. Segundo os organizadores, um simples registro – seja uma foto na areia, um vídeo durante um mergulho ou até mesmo o encontro inesperado com uma cápsula de ovo – pode ser crucial para os pesquisadores compreenderem melhor a ocorrência, distribuição e hábitos desses animais.
Participar é fácil e rápido. Não é necessário nenhum cadastro prévio. Basta acessar o formulário online, cujo link está disponível na biografia do projeto, e preencher informações básicas sobre o avistamento ou captura. Dados como:
- Data e horário do registro
- Local exato (praia, cidade, ponto de mergulho)
- Coordenadas geográficas (se possível)
- Profundidade do avistamento (para mergulhadores)
O formulário permite, ainda, anexar fotos e vídeos dos animais, que são essenciais para a identificação da espécie, estimativa de tamanho, peso e outras características biológicas importantes. Os pesquisadores orientam que, sempre que possível, sejam feitas múltiplas fotografias, incluindo imagens do corpo inteiro com algum objeto de escala (como uma régua ou caneta), além de registros detalhados da nadadeira pélvica.
Além dos avistamentos diretos, o projeto também está interessado em informações sobre cápsulas de ovos de raias e tubarões encontradas nas praias. Esses achados, muitas vezes ignorados, fornecem dados valiosos sobre a reprodução e a ocorrência dessas espécies na nossa costa, ampliando o banco de dados sobre a biodiversidade marinha do estado.
A colaboração popular é vista como um elo vital entre a ciência e a sociedade. Ao compartilhar um registro, cada cidadão – sejam moradores, turistas, pescadores ou mergulhadores – contribui diretamente para a construção de um banco de dados público robusto sobre a biodiversidade marinha fluminense, fortalecendo a pesquisa e a conservação dos nossos oceanos. Sua participação faz a diferença!