Em um movimento estratégico para reforçar o poder de fogo das suas forças de segurança, o Governo do Rio de Janeiro publicou, no Diário Oficial desta segunda-feira (06/07), o contrato para a aquisição de 10.610 fuzis. A medida representa um investimento significativo de R$ 70 milhões, direcionado à Secretaria de Segurança Pública.
Os recursos que viabilizaram esta importante compra têm uma origem notável: são fundos recuperados por meio de decisões judiciais e de acordos de delação premiada e de leniência, todos relacionados à emblemática Operação Lava Jato. Essa iniciativa não apenas equipa as forças policiais, mas também demonstra o impacto direto da recuperação de ativos ilícitos na segurança pública do estado.
Os novos fuzis serão distribuídos entre as polícias militar, polícia civil e polícia penal do Rio de Janeiro, com a previsão de que todo o armamento esteja entregue e em operação até o final deste ano. A expectativa é que o reforço bélico aprimore a capacidade de enfrentamento ao crime organizado, especialmente em áreas conflagradas.
Para combater a complexa estrutura financeira das organizações criminosas, a Secretaria de Segurança Pública instituiu um setor especializado na recuperação de ativos. Este novo braço, criado em parceria com a Procuradoria Geral do Estado (PGE), tem como foco identificar e reaver bens e valores provenientes de corrupção e outras atividades ilícitas, revertendo-os em prol da sociedade.
O trabalho de recuperação de ativos já apresenta resultados expressivos. Até o momento, a secretaria identificou mais de R$ 1 bilhão em ativos vinculados a processos que tramitam nas Justiças Estadual e Federal. Além da aquisição dos fuzis, parte desses recursos recuperados será destinada ao financiamento de projetos previstos no ambicioso Plano de Reocupação Territorial, visando a retomada de áreas dominadas pelo crime.
E as novidades não param por aí. A próxima aquisição já programada pela Secretaria de Segurança Pública inclui a compra de veículos blindados, os populares “caveirões”, que serão essenciais para operações em ambientes de alto risco e para a proteção dos agentes em campo.