Os consumidores de energia elétrica em todo o país devem se preparar para mais um mês com a conta de luz mais cara. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) confirmou que a bandeira tarifária amarela será mantida em julho para todos os clientes conectados ao Sistema Interligado Nacional (SIN).

A decisão, divulgada na última sexta-feira, 26 de junho, implica em um acréscimo de R$ 1,885 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. Esta medida já está em vigor desde abril deste ano e continuará impactando o orçamento das famílias.

De acordo com a Aneel, a manutenção da bandeira amarela é uma consequência direta do período de seca que atinge o país. A baixa nos níveis dos reservatórios das hidrelétricas, que são a principal fonte de energia no Brasil, exige o acionamento de usinas termelétricas.

As termelétricas, no entanto, possuem um custo operacional significativamente mais alto, o que se reflete no valor final da energia cobrada do consumidor. Este sistema de bandeiras tarifárias, criado em 2015, tem como objetivo sinalizar o custo da geração de energia e incentivar o consumo consciente.

O sistema funciona da seguinte forma:

  • Bandeira Verde: Não há cobrança extra na conta de luz, indicando condições favoráveis de geração.
  • Bandeira Amarela: Sinaliza condições de geração menos favoráveis, com um custo adicional moderado.
  • Bandeira Vermelha (Patamar 1 e 2): Indica condições mais críticas de geração, com os maiores acréscimos na conta de luz.

A persistência da bandeira amarela reforça a importância da atenção ao consumo de energia, especialmente durante este período de maior custo.