A história de Rafaelle Firmino, candidata a deputada estadual pelo União Brasil, número 44400, começa muito antes da política. Nascida e criada na Japuíba, bairro de Angra dos Reis, ela começou a trabalhar no comércio ainda criança e, ao longo da vida, passou por funções como babá, faxineira, doméstica e sacoleira. Cada etapa do caminho, segundo ela, virou aprendizado para entender as dificuldades de quem vive do próprio trabalho.


A superação também aparece na formação. Sem abrir mão do trabalho, Rafaelle se qualificou e hoje acumula formações em Direito, Gestão Pública e Enfermagem, além de atuar como corretora de imóveis e criar dois filhos. A rotina de conciliar estudo, emprego e maternidade é o argumento que a candidata usa para se apresentar como alguém que conhece, na prática, a luta das famílias fluminenses.

Na saúde, essa vivência ganhou contorno concreto. Rafaelle trabalhou como técnica em enfermagem no Hospital Municipal da Japuíba, na linha de frente do atendimento. Foi ali, diz ela, que aprendeu o que significa esperar por uma vaga, cuidar de quem não tem apoio e ver de perto a falta de estrutura. "Quem já cuidou de gente sabe o que falta", afirma.

A terceira candidatura à Assembleia Legislativa do Rio é apresentada pela candidata como a continuação natural dessa trajetória. Nas duas disputas anteriores, mesmo não conquistando uma vaga na Alerj, Rafaelle afirma que nunca deixou de trabalhar e de ouvir a população da região. Agora, o programa de campanha traduz essa experiência em propostas: reativação dos estaleiros e emprego naval, saúde com mais recursos e transparência, políticas para mulheres e turismo que gere renda o ano inteiro.

"Dinheiro público tem que virar salário para o trabalhador fluminense", resume a candidata, ao explicar sua principal bandeira econômica. Na pauta social, o lema é direto: "Uma mulher por todas."

Ao encerrar a apresentação da candidatura, Rafaelle Firmino se define como "filha do povo" e promete levar à ALERJ a voz de quem trabalha e busca oportunidade. A aposta, em 2026, é que a história de quem saiu da rua para disputar uma cadeira no Parlamento encontre eco no eleitorado da Costa Verde.