Enquanto a Eletronuclear apresentava à Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN) propostas para ampliar a capacidade de armazenamento de rejeitos radioativos produzidos pelas usinas nucleares de Angra dos Reis, a Fundação Eletronuclear de Assistência Médica (FEAM) fechava a emergência do Hospital de Praia Brava.
A discussão sobre a ampliação do depósito de rejeitos ocorreu em reunião realizada no último dia 2 de junho. Uma semana antes, porém, a emergência da unidade hospitalar já havia sido desativada. Nesta terça-feira, dia 9, as portas do setor foram oficialmente lacradas.
Quem procurou atendimento no hospital encontrou apenas um aviso improvisado, colado na porta de entrada, informando que o Pronto Atendimento para pacientes do SUS passaria a funcionar de forma referenciada.
De acordo com o comunicado, os usuários deverão procurar inicialmente a Unidade de Saúde de seu bairro. Somente após avaliação, e se houver necessidade, o paciente será encaminhado pela própria unidade ao Hospital de Praia Brava.
No aviso, a FEAM afirma ainda que “agradece a compreensão de todos”.
Até a publicação desta reportagem, a Eletronuclear, a FEAM e a Prefeitura de Angra dos Reis não haviam se manifestado oficialmente sobre o fechamento da emergência da unidade.
