O governo do Estado do Rio de Janeiro vai depositar, em duas parcelas de 5,78% cada, o restante da recomposição salarial de 11,56% para mais de 423 mil servidores públicos estaduais. Os pagamentos estão previstos para agosto e novembro deste ano. O índice refere-se à reposição da inflação acumulada entre 2017 e 2021, conforme autoriza a Lei estadual 9.436/2021.

O percentual é inferior aos 13% originalmente previstos na legislação porque a primeira parcela desse valor já foi paga em 2022. Com isso, a aplicação dos 11,56% incidirá sobre o salário já reajustado em 13%, evitando que a recomposição ultrapasse a perda inflacionária total de 26,11% acumulada no período de 2017 a 2021.

A lei autorizava o pagamento da recomposição em três parcelas, mas apenas a primeira, de 13%, foi quitada pelo governador Cláudio Castro. As duas parcelas restantes, que somam 11,56%, estavam pendentes há cinco anos. No início de maio, o governo informou que estudava a viabilidade do pagamento e que a análise seguia "em conformidade com a legislação em período de ano eleitoral".

De acordo com a Lei Geral das Eleições, a recomposição salarial só pode ser paga até 180 dias antes do pleito, prazo que começou a valer em 7 de abril. O Executivo também condicionou o pagamento à adesão do estado ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag) e ao julgamento, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), do processo que trata dos royalties do petróleo.

Apesar do anúncio, os servidores estaduais fluminenses seguem sem a correção salarial referente ao Índice de Preços ao Consumidor (IPCA) de 2023, 2024 e 2025, que ainda não foi paga pelo governo.