A Fazenda Marinha da Vale, um pilar de conservação e pesquisa ambiental em Mangaratiba, no Terminal Ilha Guaíba (TIG), inicia uma nova e promissora fase. Após uma completa revitalização de sua estrutura, o espaço reafirma sua vocação como centro de excelência para a pesquisa, educação ambiental e, crucialmente, o cuidado com a rica fauna da Baía de Sepetiba.

Com a notável marca de três décadas a ser completada em 2026, o projeto não apenas celebra sua longevidade, mas também amplia sua missão. O foco agora é intensificar a aproximação com a comunidade local, através de um leque de atividades educativas e de conservação, com especial atenção às espécies-chave do ecossistema costeiro de nossa região.

Ao longo desses anos, a Fazenda Marinha tem sido fundamental no monitoramento de bioindicadores ambientais e na proteção da biodiversidade marinha. Entre suas iniciativas mais emblemáticas, destaca-se o Projeto Cavalo-Marinho, que há uma década realiza mergulhos mensais. Esses mergulhos são essenciais para acompanhar o comportamento e a dinâmica populacional da espécie, considerada um indicador sensível da qualidade ambiental da baía.

Atualmente, o espaço abriga 10 cavalos-marinhos em um tanque especial, alimentado com água diretamente da Baía de Sepetiba, e a expectativa é ambiciosa: superar a marca de 50 indivíduos até o final do ano. Paralelamente, a Fazenda mantém um trabalho essencial de acompanhamento populacional do boto-cinza, uma espécie ameaçada e vital para o equilíbrio ecológico da baía, reforçando o compromisso com a proteção de sua fauna mais vulnerável.

Para Leandro Lemos, gerente de Meio Ambiente, Saúde e Segurança da Vale, a força motriz da iniciativa reside na sua capacidade de transformar a ciência em resultados tangíveis e positivos. "Ativos como este permitem aproximar as pessoas das atividades de conservação ambiental. A principal mensagem da Fazenda é que a mineração e a preservação ambiental podem, sim, caminhar juntas. E a educação ambiental é a ferramenta mais poderosa para isso", enfatizou Lemos, sublinhando a importância da conscientização.

Além dos projetos marinhos, a Fazenda Marinha inova ao abrigar um meliponário, dedicado ao cultivo de mel e própolis, utilizando abelhas nativas sem ferrão. Esta iniciativa não só contribui para a preservação ambiental, mas também gera impacto social, oferecendo cursos de meliponicultura para empregados da Vale e moradores de Mangaratiba, engajando produtores, artesãos e educadores ambientais na causa.

O espaço mantém ainda um programa contínuo de ações de educação ambiental com escolas da região e visitas guiadas, fortalecendo a troca de conhecimento e o engajamento das comunidades com as questões da sustentabilidade e da conservação marinha.