O vereador Greguy Soares Duarte, de Angra dos Reis (RJ), foi
alvo de um mandado de medidas cautelares diversas da prisão expedido pela
Justiça Eleitoral no âmbito da investigação sobre funcionários fantasmas na
Câmara Municipal. A decisão, assinada pela juíza Bruna Frank Tonial, do 12º
Juízo das Garantias do Núcleo VI, em Barra Mansa (RJ), impõe restrições ao
parlamentar enquanto o processo segue em apuração.
O mandado, requerido pela Polícia Federal de Angra dos Reis
(DPF/ARS/RJ), lista quatro medidas cautelares contra Greguy. A primeira proíbe
o vereador de acessar e frequentar as dependências da Câmara Municipal de Angra
dos Reis (art. 319, II, do CPP). A segunda veda o contato, pessoal, telefônico,
telemático ou por interposta pessoa, com servidores e testemunhas do caso —
entre eles o assessor parlamentar Obadias Andrade Barbosa dos Santos, além de
Ramiro Rodrigues Mendes, Márcia Paiva Perez e Erick Martins Pires das Neves
(art. 319, III, do CPP).
A terceira medida determina a suspensão cautelar do porte de
arma de fogo, com ofício à Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro e ao
SINARM para recolhimento do armamento. A quarta impõe monitoramento eletrônico
(art. 319, IX, do CPP), com instalação do equipamento em data e local a serem
indicados pela Secretaria da Polícia Federal de Angra dos Reis.
Além de Greguy, figuram como acusados Alexandre da Silva
Fernandes, Diogo Monetto Mendes e Odimar Barbosa Duarte, e como acusada
Nathalia Soares Duarte. O processo tramita sob o número
0600004-70.2026.6.19.0767.
Um dos nomes citados no mandado, o assessor parlamentar
Obadias Andrade Barbosa dos Santos, já possui passagem pelo sistema prisional:
ele ficou preso por três meses em 2017, após ser detido por porte ilegal de
arma de fogo de uso restrito.
As medidas cautelares impostas a Greguy Soares Duarte
reforçam o avanço da investigação sobre a suspeita de funcionários fantasmas na
Câmara de Angra dos Reis. Caberá ao Poder Judiciário, ao longo da instrução
processual, avaliar as responsabilidades dos envolvidos e decidir sobre o
eventual prosseguimento das apurações.