Policiais Civis da 166ª DP (Angra dos Reis) realizaram, nesta quarta-feira, dia 26 de agosto, uma ação no Manguinho, na Japuíba, em Angra dos Reis, que resultou na apreensão de um adolescente de apenas 16 anos e na prisão de uma mulher de 49 anos, ambos apontados como envolvidos na atividade do tráfico de drogas local.
A ação ocorreu após informações do Setor de Inteligência indicarem a existência de uma boca de fumo na Rua Francisco Carreira, região conhecida pela intensa atividade do tráfico e área de atuação da organização criminosa Comando Vermelho (CV).
Ao ingressarem no beco, os policiais visualizaram Márcia Priscilla Ruas das Neves, que ao perceber a chegada da equipe, imediatamente iniciou fuga em direção ao interior da comunidade. Logo à frente, os agentes encontraram o menor sentado ao lado de uma mesa onde havia grande quantidade de drogas expostas e prontas para a venda. Ao perceber a aproximação policial, o adolescente também fugiu. Mas ele acabou apreendido e Márcia presa.
Boca de fumo tinha “olho eletrônico” que vigiava a movimentação
Um elemento que chamou a atenção dos policiais nessa operação foi a existência de uma câmera de vigilância instalada no próprio ponto de venda de drogas.
O equipamento estava posicionado de forma permitia o monitoramento da movimentação nas proximidades, revelando que, além da vigilância realizada por pessoas, o ponto contava também com uma “olho eletrônico” do tráfico.
A câmera apreendida demonstra a existência de uma estrutura destinada a monitorar o acesso à boca fumo, ampliando a capacidade de vigilância do local.
Assim, a ação da 166ª DP atingiu não apenas a comercialização dos entorpecentes, mas também parte da estrutura de vigilância utilizada pelos traficantes na boca de fumo.
No ponto onde o adolescente se encontrava, os policiais apreenderam 207 porções de entorpecentes prontas para venda sendo: 137 pinos de cocaína e 70 trouxinhas de maconha. Também foram apreendidos R$ 40 em espécie, um celular e a câmera de vigilância. A polícia informou também que as embalagens das drogas traziam inscrições que faziam referência ao “CV”, além da identificação dos valores da casa porção.



Segundo ainda a polícia, uma vez na delegacia, o adolescente admitiu sua atuação na venda das drogas e afirmou que trabalhava para dois indivíduos conhecidos pelos vulgos “2D” e “01”. Ele teria dito também que recebia aproximadamente R$ 200 por dia para
"trabalhar" na boca de fumo e que mantinha contato telefônico com os responsáveis pela atividade. Revelou também que uma outra pessoa também do tráfico, ia ao local para recolher o dinheiro arrecadado com a venda das drogas. O adolescente também confirmou que trabalhava para o CV.
As investigações apontaram uma função diferente atribuída a Márcia Priscila. Segundo as informações da polícia, ela atuava na vigilância do ponto de venda, permanecendo no local para monitorar a chegada de pessoas e auxiliar diretamente na atividade do tráfico.
O próprio adolescente declarou que ela recebia aproximadamente R$ 100 para permanecer no ponto exercendo a função de vigilância.
O resultado da ação representa mais um golpe contra a estrutura do CV em Angra dos Reis, retirando das ruas mais de 200 porções de drogas prontas para a venda e identificando diferentes funções exercidas dentro da engrenagem do tráfico local, desde a venda direta das drogas até a vigilância do ponto.
A Polícia pede à população de denuncie crimes e criminosos pelo nº 0300-253-1177. O sigilo é garantido.