Uma pesquisa do instituto Prefab Future, encomendada pelo Diário do Rio, identificou os 30 candidatos a deputado federal e os 30 candidatos a deputado estadual mais citados pelos eleitores do estado do Rio de Janeiro. O levantamento, registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número RJ-02770/2026, ouviu presencialmente 2 mil pessoas entre os dias 24 e 29 de julho. Os nomes foram divulgados na manhã desta segunda-feira (3), com nível de confiança de 95% e margem de erro de 2,19 pontos percentuais.

As listas foram organizadas em ordem alfabética e, por isso, não representam a posição de cada candidato no ranking do levantamento.

Renato Araújo (PL)

Candidatos a deputado federal mais citados:

Altineu Cortês (PL), Áureo Ribeiro (Solidariedade), Bebeto (PP), Daniela Carneiro (Republicanos), Diogo Balieiro (PL), Dr. João (PSDB), Dr. Luizinho (PP), Fabiano Horta (PT), Felipe Curi (PP), Fernando Jordão (MDB), Filippe Poubel (PL), Glauber Braga (PSOL), Gutemberg Reis (MDB), Henrique Vieira (PSOL), Jandira Feghali (PCdoB), Jorge Miranda (PL), Juninho do Pneu (PSDB), Lindbergh Farias (PT), Luciano Vieira (PSDB), Luis Carlos Gomes (Republicanos), Luiz Lima (Novo), Manoela Peres (PL), Marcelo Freixo (PT), Renan Ferreirinha (PSD), Renato Araújo (PL), Ricardo Abrão (PSDB), Rosângela Gomes (Republicanos), Sóstenes Cavalcante (PL), Wellington Braga (Avante) e Wladimir Garotinho (PL).

Candidatos a deputado estadual mais citados:

Célia Jordão (PSD)
Ana Paula Mendes (PSD), André Ceciliano (PT), André Corrêa (PSD), Átila Nunes (PSD), Bruno Boareto (PL), Bruno Porto (PL), Carlinhos BNH (PP), Carla Machado (PSD), Carlos Macedo (Republicanos), Carlos Russo (DC), Célia Jordão (PSD), Danniel Librelon (Republicanos), Felipinho Ravis (PP), Fernanda Neves (PDT), Guilherme Delaroli (PL), Gustavo Tutuca (PP), Índia Armelau (PL), Jari Oliveira (PSB), João Drummond (PRD), Jorge Felippe Neto (PL), Munir Neto (Solidariedade), Pedro Ricardo (PL), Rafael Nobre (União Brasil), Renata Souza (PSOL), Renato Machado (PT), Rick Azevedo (PSOL), que concorrerá à Câmara Federal, Rodrigo Medeiros (PL), Rosenverg Reis (MDB), Val Ceasa (PRD) e Valdecy da Saúde (PL).


Fernando Jordão é declarado inelegível no dia em que a pesquisa foi divulgada

Um dos nomes da lista, o ex-prefeito de Angra dos Reis Fernando Jordão (MDB), foi declarado inelegível pelo prazo de oito anos pela Justiça Eleitoral no mesmo dia da divulgação do levantamento. A decisão, do juiz Carlos Manuel Barros do Souto, da 147ª Zona Eleitoral de Angra dos Reis, foi proferida em uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) movida pela Coligação Angra para Todos (PL/Novo). O processo apurou alegações de disparo em massa de conteúdo calunioso em aplicativos de mensagens, uso de recursos públicos por meio de uma empresa contratada pela prefeitura e abuso de poder político na campanha de 2024. A sentença também cassou os diplomas do prefeito Cláudio Ferreti (MDB) e do vice Rubinho Metalúrgico (PP).

A decisão, contudo, ainda não é definitiva. O magistrado ressaltou que as medidas de cassação e inelegibilidade só serão efetivadas após o trânsito em julgado ou eventual confirmação da sentença por tribunal colegiado. Cabe recurso ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e, posteriormente, ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A defesa de Fernando Jordão afirmou, em nota, que vai recorrer da sentença. O advogado Eduardo Damian sustentou que não há fatos imputados diretamente ao ex-prefeito e que os recursos terão efeito suspensivo, permitindo que ele dispute a eleição para deputado federal em 2026. "Recebemos com respeito a sentença, mas estamos convictos que, por não existir um fato sequer imputado a Fernando Jordão, a inelegibilidade será revertida em breve", declarou.

O desfecho da disputa depende diretamente do ritmo dos recursos

Caso a inelegibilidade seja confirmada antes do pleito, o registro da candidatura deverá ser indeferido e o nome não poderá constar da urna, cabendo ao MDB indicar um substituto; sem substituição, os votos atribuídos a ele são considerados nulos. Se a decisão final chegar depois da votação, a Lei das Eleições (Lei 9.504/97) prevê, em seu artigo 16-B, que os votos do candidato com registro indeferido são anulados para todos os fins — o que pode alterar o quociente eleitoral e a distribuição de cadeiras na Câmara dos Deputados. Caso eleito e condenado posteriormente, o diploma pode ser cassado, com o suplente assumindo o mandato.

Para Henrique Serra, diretor de pesquisas quantitativas da Prefab Future, o formato presencial permite captar, nesta etapa da pré-campanha, nomes com forte presença em bairros, cidades e regiões do estado. "O voto ideológico, de direita ou esquerda, ainda não é visível. Isso se comprova também tanto no voto para governador quanto no voto para senador", avaliou o pesquisador. "Um pouco mais à frente, esse voto começa a aparecer e a ocupar lugares nos rankings de deputado."

O cenário deve se consolidar nas próximas medições: com o avanço da campanha, o voto ideológico tende a ganhar espaço e a reorganizar as listas de candidatos mais citados. No caso de Fernando Jordão, a manutenção do nome na disputa dependerá do desfecho dos recursos nos tribunais eleitorais — quanto antes a inelegibilidade for confirmada em definitivo, maior a chance de o nome sair da disputa antes da votação; quanto mais o processo se arrastar, maior a possibilidade de o eleitor votar em um candidato que, depois, tenha os votos anulados.