Uma ação preventiva da 166ª DP (Angra dos Reis) evitou um possível episódio de violência após a circulação de mensagens ameaçadoras em redes sociais e aplicativos de mensagens. O jovem, funcionário do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE), foi detido na manhã desta sexta-feira, dia 31.
O Setor de Inteligência da delegacia tomou conhecimento da divulgação de um vídeo em que o rapaz aparecia segurando o que parecia ser uma arma de fogo, ao lado de pés de maconha. Nas mensagens atribuídas a ele, havia frases como: "Vou explodir geral amanhã depois do trabalho", "Vou deitar cinco e depois vou me matar" e "Tô cansado de viver", o que motivou uma resposta imediata da Polícia Civil diante do risco à população e ao próprio autor das mensagens.
Após levantamentos e cruzamento de informações, os agentes identificaram o suspeito e foram inicialmente até seu local de trabalho, no Centro da cidade. Como ele ainda não havia chegado ao serviço, a equipe seguiu para sua residência, no Morro do Abel, também no Centro de Angra, mas acabou localizando o investigado em via pública durante o deslocamento.
Durante a abordagem, os policiais encontraram o jovem com um simulacro de pistola semelhante ao objeto exibido nas redes sociais. Em seguida, com autorização da mãe do investigado, os agentes realizaram buscas no quarto dele, onde apreenderam três trouxinhas de maconha, seis cigarros de maconha prontos para consumo, seda e dois dichavadores. Os pés de maconha exibidos no vídeo não foram encontrados, restando apenas vasos com terra, o que indica que as plantas teriam sido destruídas.
A mãe informou aos policiais que o filho faz tratamento psiquiátrico e é usuário de maconha. Ela afirmou ainda que o objeto encontrado com Matheus era um brinquedo e que o pé de maconha mostrado anteriormente havia sido destruído por ele mesmo. Também relatou que o filho vinha sendo alvo de ameaças e cobranças de dinheiro feitas por um homem que divulgava fotografias dele nas redes sociais.

O jovem servidor público confirmou que vinha sendo vítima de ameaças e de extorsão praticadas por um homem que exigia dinheiro para não divulgar imagens antigas e outros conteúdos que poderiam prejudicá-lo. Essa denúncia de extorsão também passou a ser investigada pela Polícia Civil. O jovem, no entanto, alegou que as imagens utilizadas são antigas, produzidas há cerca de quatro anos, quando enfrentava problemas relacionados ao consumo excessivo de álcool.
Ele disse ainda que a pistola exibida nas fotografias era uma arma de airsoft, utilizada na gravação de um suposto clipe musical. Também declarou que o homem estaria exigindo R$ 1 mil para não divulgar esse material e que as publicações teriam sido feitas por ele.
O jovem confirmou que é usuário de maconha e afirmou que a droga encontrada em sua residência era destinada exclusivamente ao consumo pessoal. Disse ainda que faz tratamento para ansiedade, depressão e outros transtornos psiquiátricos, utilizando medicamentos controlados. Ele também negou qualquer intenção de matar pessoas ou de cometer suicídio atualmente, embora tenha relatado que já enfrentou episódios de ideação suicida no passado.
Entre as mensagens atribuídas a ele em uma conversa com um amigo estão: "Mano, vou explodir geral amanhã depois do trabalho"; "No Centro, depois do trabalho"; "Não tô aguentando mais, vou deitar cinco e depois vou me matar"; e "Tô cansado de viver".

A Polícia Civil informou que o caso continua sob investigação para apurar tanto a origem das mensagens ameaçadoras divulgadas nas redes sociais quanto as denúncias de extorsão apresentadas pelo jovem. A corporação informou ainda que também serão adotadas as medidas necessárias em relação ao acompanhamento psiquiátrico do investigado.