Angra dos Reis, RJ – 07 de abril de 2026 – Em sessão
ordinária nesta terça-feira (7), a Câmara Municipal de Angra dos Reis acatou,
por 10 votos a favor e três contrários, o aditamento à representação por quebra
de decoro parlamentar contra o vereador Greguy Soares Duarte. Os votos contra
foram do próprio Greguy Soares Duarte, Marcelinho Bob e Thimoteo Cavalcanti.
Apesar de protestar na tribuna, tentando persuadir os demais parlamentares a
rejeitarem a denúncia, Duarte perdeu a votação. O caso agora segue para o Conselho
de Ética e Decoro Parlamentar, presidido pelo vereador Chapinha, com membros Charles
Neves, Léo Marmoraria, Edinho Rodrigues e Helinho do Sindicato.
O aditamento, protocolado em 6 de abril pelo delegado de
Polícia Federal Clayton Lúcio Santos de Souza (Cidadão Angrense pelo Decreto nº
2.794/2023), reforça acusações graves baseadas em falas do parlamentar na
sessão de 24 de março, transmitida ao vivo.
Irregularidades administrativas e "rachadinha"
Segundo a denúncia, Duarte confessou manter Beatriz Niki
Ribeiro como "funcionária" em seu gabinete, com salário de R$ 7 mil,
mas residente em Juiz de Fora (MG), cursando medicina durante o expediente e
atendendo como dentista. Ele defendeu o teletrabalho, mas o denunciante cita
violação à Resolução nº 009/2023 da Câmara, que exige disponibilidade no
horário de funcionamento.
Há indícios de nepotismo cruzado, com nomeação da
companheira Ana Clara Cardoso Roza, possivelmente com falsidade ideológica na ficha cadastral. A
denúncia também aponta para um suposto esquema de "rachadinha" com transferência
via PIX de uma ex-assessora à mando chefe de gabinete Júlia Leone para a conta de Talita Mariano, após suposta ameaça de coações, com demissão e formatação de celular funcional.
Ataques à PF e exposição pessoal
O vereador atacou a Polícia Federal, insinuando prevaricação
do delegado Clayton e manipulação do Inquérito Policial nº 2025.0009438
(presidido por Frederico Bomtempo Botti). Chamou a investigação de
"depoimento forjado" e citou contratos municipais irrelevantes,
ironizando: "Que coincidência". Em rádio local, repetiu as mesmas acusações.
A denúncia também relata um linchamento moral com exposição
da vida íntima do delegado (ex-mulher de Duarte, hoje namorada de Clayton), usando
as redes sociais como ferramenta intimidatória com a inabalável certeza de
impunidade em relação a crimes contra a honra.
Essa conduta extremada e agressiva também teria levado a denunciante a solicitar formalmente para participar do programa de proteção a testemunhas,
dada a exposição indevida de sua imagem e o terror psicológico instaurado por
Greguy.