O Governo do Estado do Rio de Janeiro promoveu uma intensa reestruturação em sua máquina administrativa nos últimos três dias, resultando na exoneração de 189 servidores. A medida, liderada pelo secretário estadual da Casa Civil, Flávio Willeman, tem sido uma marca da gestão do governador em exercício, Ricardo Couto, que assumiu o comando do Palácio Guanabara.
Nesta quarta-feira, 13 de maio de 2026, o Diário Oficial publicou mais 45 atos, que incluíram 42 exonerações, uma anulação e uma nomeação. As recentes movimentações concentraram-se majoritariamente no Gabinete de Segurança Institucional (GSI), que registrou o corte de 16 servidores, afetando posições de coordenadoria e chefias de divisão. Este movimento faz parte de uma reorganização estratégica do chamado terceiro escalão do governo estadual.
Além do GSI, outras pastas e órgãos foram impactados pela onda de exonerações:
- Casa Civil: Oito atos, incluindo exonerações de assistentes e assessores.
- Centro de Tecnologia de Informação e Comunicação (Proderj): Quatro baixas em cargos de assessoria e comunicação. O órgão também teve mudança de comando, com a saída do presidente Rodrigo Lopes Xavier e a nomeação interina de Feu Braga, secretário de Transformação Digital.
- Secretaria de Trabalho e Renda: Cinco assistentes II de apoio administrativo ao Sine.
- Secretaria de Fazenda: Três desligamentos em gestão de pessoas e controle externo.
- Instituto Estadual do Ambiente (Inea): Três cargos adjuntos na diretoria executiva e planejamento.
- Fundação Leão XIII: Três ajudantes I em coordenações regionais.
- Secretaria de Turismo: Dois em coordenadoria de convênios e projetos.
- Desenvolvimento Econômico: Uma nomeação de assessor.
As ações desta semana não são isoladas. No início do período, a Casa Civil e o Departamento de Transportes Rodoviários do Estado do Rio de Janeiro (Detro-RJ) já haviam passado por reestruturações. No Detro-RJ, Raphael Salgado deixou a presidência, e Carlos Alberto Costa de Oliveira foi nomeado para responder interinamente pelo departamento.
A reestruturação em curso, sob a batuta de Ricardo Couto e Flávio Willeman, demonstra um claro esforço em otimizar a máquina pública, com foco em cargos de assessoramento, chefias e estruturas intermediárias, buscando maior eficiência na administração estadual.