O Governo do Estado do Rio de Janeiro alcançou, nesta semana, um marco significativo em sua política de reestruturação administrativa. Mais de 6 mil cargos em comissão foram exonerados em diversos órgãos da administração estadual, representando mais de 43% do total de 14.340 comissionados existentes em março deste ano.

A medida, que gerou uma economia projetada até dezembro da ordem de R$ 221 milhões, foi uma das metas anunciadas pelo governador em exercício, o desembargador Ricardo Couto, logo nos primeiros dias de sua gestão interina. Entre 24 de março e 21 de agosto, foram registradas 6.145 exonerações de servidores comissionados, enquanto as nomeações somaram 2.496, considerando apenas os cargos que permanecem vagos para o cálculo da economia.

A reorganização vai além dos números de desligamentos. Auditorias em contratos estaduais resultaram na suspensão de repasses, como os destinados ao Programa Empoderadas, e na extinção de pastas. A Secretaria Intergeracional de Juventude e Envelhecimento Saudável, por exemplo, foi extinta após a identificação de irregularidades na gestão do Projeto 60+ Reabilita.

A nova composição do primeiro escalão, desde março, é majoritariamente formada por servidores de carreira, e todos os indicados passam por rigorosa avaliação do Gabinete de Segurança Institucional (GSI). A premissa central é a preservação do erário e a aplicação responsável e eficiente dos recursos públicos, pilares que a atual gestão busca imprimir em todas as áreas.

Paralelamente, a estrutura do Governo do Rio está sendo enxugada. O número de secretarias foi reduzido de 32 para 28. Algumas das principais mudanças incluem:

  • Fusão da pasta de Agricultura, que deu origem à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Regional do Interior, Pesca e Agricultura Familiar.
  • Incorporação da Secretaria de Estado de Energia e Economia do Mar à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços.
  • Incorporação da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação ao escopo do Desenvolvimento Econômico.
  • Extinção da Secretaria Intergeracional de Juventude e Envelhecimento Saudável, com suas atribuições absorvidas pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos.

Um dado revelador é que grande parte dos servidores exonerados sequer utilizava os sistemas do Estado, como o SEI, indicando uma ineficiência prévia. As novas nomeações visam recompor equipes e garantir a continuidade dos serviços essenciais. Novas exonerações estão previstas à medida que os trabalhos de auditoria do Gabinete de Segurança Institucional e da Controladoria Geral do Estado forem concluídos, reforçando o compromisso com a eficiência e a transparência na administração pública fluminense.