A Prefeitura de Mangaratiba emitiu, no último dia 15 de agosto, sábado, uma nota oficial de repúdio após um homem subir ilegalmente na escultura da Cachoeira Véu da Noiva, no Distrito de Muriqui. O ato, aparentemente motivado pela busca por fotos e engajamento nas redes sociais, foi classificado pelo governo municipal como uma atitude de extrema imprudência, que coloca a vida do próprio indivíduo em risco.

Segundo a Prefeitura, subir na estrutura artística e turística é estritamente proibido e representa um alto risco de acidentes. Um eventual descuido na plataforma pode provocar uma queda e resultar em ferimentos graves ou até mesmo em morte.

O governo municipal também destacou que o patrimônio público deve ser preservado e respeitado. A estrutura não deve ser utilizada como cenário para desafios, poses de risco ou produção de conteúdo em busca de curtidas e visualizações nas redes sociais.

Alerta a moradores e turistas

Na nota, a administração municipal reforçou que atitudes desse tipo não representam coragem ou aventura, mas irresponsabilidade e exposição desnecessária ao perigo.

A Prefeitura fez um apelo para que moradores e turistas respeitem as regras de segurança e não tentem escalar a escultura. A orientação é especialmente importante diante do risco de acidentes em uma estrutura que não foi projetada para esse tipo de acesso.

Obra da artista Mariko Mori

A escultura instalada em Muriqui faz parte de um projeto da artista japonesa Mariko Mori, que prevê a criação de seis grandes instalações em locais de natureza preservada ao redor do mundo.

A obra de Muriqui foi inaugurada em 2016 e é a segunda instalação do projeto. A primeira, intitulada “Primal Rhythm”, teve uma de suas duas obras, “Sun Pillar”, instalada na ilha de Miyako, no Japão, em 2011.