Pais de alunos da Escola Municipal Princesa Izabel, no Parque Belém, em Angra dos Reis (RJ), relatam que as crianças do 2º ano do ensino fundamental estão sem professor há cerca de dois meses e meio. Segundo as famílias, a turma sofre com a troca constante de docentes desde o início do ano letivo, o que tem deixado os estudantes sem aulas regulares. A situação contrasta com o título de "cidade da educação", adotado pelo governo municipal para promover a rede de ensino local.

De acordo com o relato dos responsáveis, a professora titular da turma está grávida, e as contratadas para substituí-la não permanecem mais de três meses em sala de aula. A rotatividade e os intervalos entre um professor e outro interrompem o vínculo das docentes com os alunos, e, agora, as crianças estariam sem professor, sem previsão de reposição.

A escola, localizada na Avenida Bom Jesus, atende em média 400 alunos do ensino fundamental e da Educação de Jovens e Adultos (EJA), segundo informações públicas da unidade. O município iniciou o ano letivo de 2026 no início de fevereiro.

As famílias afirmam que já procuraram a direção da escola para entender a situação, mas não obtiveram um posicionamento concreto. Segundo os pais, a direção informou que a definição sobre a substituição do professor depende da Secretaria de Educação do município, responsável pela contratação e alocação de docentes na rede.

A situação reacende a preocupação das famílias com a continuidade do calendário escolar e o impacto da instabilidade na aprendizagem das crianças. O contraste entre o discurso oficial e a realidade vivida em sala de aula levanta questionamentos sobre a efetividade das políticas educacionais do município.

Os responsáveis aguardam uma solução da rede municipal para que as aulas sejam retomadas com regularidade ainda neste semestre. A resposta da Secretaria de Educação será decisiva para restabelecer a confiança das famílias e garantir o direito à educação das crianças do 2º ano da Princesa Izabel.