A Polícia Civil deu início à distribuição da aguardada “Cartilha de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher”, uma iniciativa fundamental para munir as vítimas de violência de gênero com conhecimento e ferramentas para combater essa realidade. Elaborado com o objetivo de conscientizar e orientar, o material detalha como identificar situações de abuso, os passos para romper o ciclo de violência e os caminhos para buscar ajuda.
A publicação é fruto do trabalho meticuloso do Centro de Estudos e Pesquisas de Violência de Gênero, parte integrante do Departamento-Geral de Polícia de Atendimento à Mulher (DGPAM), evidenciando o compromisso da instituição com a proteção feminina.
Dividida em nove seções claras e didáticas, a cartilha explora os diversos tipos de violência e os sinais de alerta que podem indicar o início de um ciclo abusivo. Entre as formas de violência abordadas estão:
- Violência física: Agressões que deixam marcas no corpo.
- Violência psicológica: Danos emocionais, humilhações e manipulações.
- Violência sexual: Qualquer ato sexual não consentido.
- Violência patrimonial: Retenção, destruição ou subtração de bens.
- Violência vicária: Uso de filhos ou pessoas próximas para atingir a mulher.
- Violência digital: Abusos cometidos por meios eletrônicos.
O material apresenta exemplos práticos que ajudam as mulheres a reconhecerem comportamentos abusivos e a importância de procurar ajuda o quanto antes.
Além de identificar as agressões, a cartilha é um guia prático para a ação. Ela reúne informações cruciais sobre como registrar uma ocorrência, solicitar medidas protetivas de urgência e elaborar estratégias eficazes para sair de situações de violência. Para facilitar o acesso à rede de apoio, a publicação também disponibiliza os endereços e contatos das Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (Deams), que contam com 15 unidades físicas espalhadas por todo o estado, além da Deam Digital, que amplia o alcance do serviço.
A delegada Gabriela Von Beauvais, diretora do DGPAM, ressaltou a importância da iniciativa. “A gente sabe que conhecimento é poder e, muitas vezes, é ele que ajuda a mulher a reconhecer uma situação de violência e entender que precisa buscar ajuda. É importante lembrar que nenhuma mulher está sozinha. O primeiro passo é procurar uma delegacia e registrar a ocorrência”, destacou a delegada, reforçando a mensagem de que a busca por apoio é o caminho para a libertação.