Os cerca de 2,5 mil trabalhadores da Eletronuclear e de empresas terceirizadas em Angra dos Reis decidiram suspender temporariamente a greve por tempo indeterminado que havia sido deflagrada em 26 de agosto. A decisão, tomada por unanimidade em assembleia realizada na manhã desta terça-feira (1º de setembro de 2026), ocorre após uma audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho (TRT-RJ) na segunda-feira (31 de agosto).
O movimento paredista, que mobilizou funcionários em busca de melhores condições, foi pausado para que a categoria avalie os próximos rumos das negociações. Entre as principais reivindicações dos trabalhadores está a negociação da data-base, fixada em 1º de maio.
Segundo uma liderança do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Energia Nuclear de Angra dos Reis (STIEPAR), os trabalhadores chegam novamente ao mês de setembro sem reajuste salarial.
"Mais uma vez já estamos entrando em setembro sem reajuste. Nosso pedido é a manutenção do que já temos, reposição do IPCA e acordo por dois anos", afirmou a liderança sindical em pronunciamento durante a assembleia.
Em nota oficial, a Eletronuclear informou que aguarda a atuação da Justiça do Trabalho após a audiência de conciliação. A empresa destacou seu compromisso com a condução responsável das negociações, reconhecendo e respeitando o legítimo direito de greve.
"A Eletronuclear confia na mediação e na atuação da Justiça do Trabalho e espera que a audiência contribua para a construção de um entendimento. A segurança nuclear e operacional das Usinas de Angra 1 e 2 permanece como prioridade absoluta da Empresa", afirmou a companhia em comunicado, reforçando a importância da continuidade das operações. Angra 1 opera com 640 MW de capacidade e Angra 2 soma 1.350 MW.
A suspensão temporária abre um novo capítulo nas negociações, com expectativa de que as partes cheguem a um consenso nos próximos dias, sob a mediação do TRT-RJ.